Hoje, foi realizado uma entrevista com Iago de Almeida Pereira, mestrando em Desenvolvimento de Gestão Social na Universidade Federal da Bahia - UFBA.
O que chamou atenção do pesquisador foi o trajeto percorrido pela associação, para chegar a ser reconhecida e investida com recurso público, como 1º Pontão de Cultura de Matriz Africana no Estado do Rio Grande do Sul. Os d iversos questionamentos, respondidos, o ajudaram a pensar sobre os desafios que foram enfrentados pela entidade. Aguardaremos o retorno do Mestre Iago de Almeida Pereira , para compartilhar os resultados em uma Live.
Meu nome civil é Carmen Lucia Silva de Oliveira, sou psicóloga, Iyalorixá, resido na cidade de Guaíba, Rio Grande do Sul. No meu país, me conhecem como Mãe Carmen de Oxalá, foi assim que me construí e ganhei notoriedade, por articular, coordenar e executar projetos socioculturais em parcerias com empresas de médio porte, assim como estabelecer convênios com ministérios federal. Sou uma mulher negra que carrego com muito orgulho os traços de minha ancestralidade. No meu cotidiano, que aprendi, pelo fato de nascer dentro de uma casa de tradição de matriz africana, lugar onde a cultura nunca esteve adormecida, muito pelo contrário, segue a tradição que vem sendo passada de geração para geração desde os tempos da escravidão. A casa foi fundada por mãe Quina de Yemanjá, no ano de 1943, desde sua fundação, até os dias atuais além de ser uma casa tradicional de religião, sempre fez um trabalho com recortes para a difusão de valores, de manutenção e resgate desta cultura negra. Em 2010, intensificou as principais atividades, passaram ser divulgadas pela internet, é ganhou visibilidade em consequência iniciou sua trajetória exitosa em aprovar projetos. A ASSOBECATY, promove atividades de inclusão e promoção social, fundamentalmente de elevação da nível de consciência através do conhecimento, da cultura e da prática africanista; criou o NERCI (Núcleo de Estudos a lingua Iorubá), promovendo a oralidade de matriz africana em sua linguagem nativa; como em 1994 criou a biblioteca comunitária Moab Caldas, cria neste momento contemporâneo a Sala de Cinema, que promove filmes da cultura africana e afro-brasileira, e de temas sociais, estabelecendo debates e estudos afins; oficinas de capoeira, oficinas de saúde, oficina de contação de história, oficinas de prevenção hiv/ aids, oficina de teatro, oficinas de geração de renda, oficinas de programa comunicação e de rádio comunitária, oficina de manutenção dos blogs ( são 37 blogs criados e mantidos ativos pelo Ilê), aguardava a conclusão da instalação do Telecentro Br, do Ministério das Comunicações. Todas estas ações de intervenção sócio culturais e econômicas ocorrem com a transversalidade do calendário religioso e dos ritos sagrados tradicionais, como a Festa anual de Oxalá, o aniversário da ASSOBECATY em fevereiro, e os Batuques dos Orixás, de Bará a Oxalá da Nação Cabinda, e as festas da Umbanda Também descobriu Diante disso o espaço recebe diversas denominações, tais como terreiro mais antigo da cidade de Guaíba, Lugar de herança, lugar de memória, lugar de patrimônio Cultural, imaterial, afro brasileiro, lugar de segurança alimentar, lugares de acolhimento e cura, lugar de inclusão digital no axé. Pela manutenção de nossa cultura foi reconhecido é investido no edital 2012, foi a primeira casa de matriz africana, no sul do país a ser reconhecida é investida como Ponto de Cultura de Ilê Axé Cultural, que o próprio nome qualifica a entidade, dizendo o lugar que ele nasce,” casa de força cultural”. O fazer cultura deste espaço tem uma uma peculiaridade de ser um mosaico cultural, oficinas de capoeira, dança, percussão, por suas atividades expressaram a cultura negro-brasileira; são lugares que emanam a força e o poder cultural através de sua vivência, é a cidadania mesmo ainda, em condições desiguais. Em 2018 a última atividade, antes de ser extinto o Ministério da Cultura, recebemos a chancela de Pontão de Cultura, política pública referendado na Lei Cultura Viva Nº 13.018, de 22 de julho de 2014.
Na quarentena, finalizamos o relatório anual, mas estamos impactados porque caiu todo planejamento de atividades do ano 2020, fazendo uma analogia, tínhamos um terreno com uma casa construída, agora ficamos somente com o terreno, vamos aguardar passar o isolamento social é a pandemia para replanejar.
O pontão de cultura é feito por pessoas para pessoas, nossa ferramenta é a cultura, algumas atividades, ainda não conseguimos migrar para o digital, muitos dos frequentadores do ponto não tem internet em casa. Devido ao isolamento, estamos colocando as oficinas de roda de conversas na rede, para os que possuem acesso a internet, mais voltado aos públicos infantil é idosos
segunda-feira, 20 de abril de 2020
https://www.facebook.com/pg/confortoeaxe/groups/?ref=page_inteuem não pode ir ao terreiro, a partir do dia 25 de março, tem uma nova opção, entrar no Grupo de Apoio Espiritual Conforto e Axé, que foi pensado, na tentativa de suprir a carência de quem precisa de uma palavra de apoio.
Em tempos que o Covid-19 avança no Brasil, Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá –ASSOBECATY, que tem uma trajetória em desenvolvimento de projetos que entrelaçam os enfrentamento a Aids e terreiros, cultura de matriz africana na promoção da vida. Também integrou ao grupo de Assistência Religiosa do GHC também oferta palestras no CASEF.
Toma a iniciativa de criar um trabalho de acolhida, que convencionou chamar de Grupo de apoio espiritual Conforto e Axé. Quem apresenta para a sociedade o posicionamento social e os valores que a entidade agrega, será sua orientadora espiritual Mãe Carmen de Oxalá, dentro do processo preparatório, estendendo o convite para Mãe Sandra de Oxum (Santa Maria), para se somar a proposta, a dirigente do Ilê Axé Ijoba de Oxum e Bará, aceitou e ainda trouxe um reforço técnico, Romário Krug que imediatamente construiu a imagem do grupo. Agora passa lá para receber uma dose de encorajamento para a sua vida em tempos de Covid-19
Mãe Carmen de Oxalá, tem um recadinho rápido, Hoje a LIVE do Grupo de Apoio Espiritual Conforto e Axé, será especial, eu e Mãe Sandra de Oxum , estaremos evocando o senhor da forja.
Romário Krug , Ya Sandra de Oxum (Santa Maria)
Mãe Carmen de Oxalá ( Guaíba)
Quem não pode ir ao terreiro, apartir do dia 25 de março tem uma nova opção, entrar no Grupo de Apoio Espiritual Conforto e Axé, que foi pensado, na tentativa de suprir a carência de todos que precisa de uma palavra de apoio.
Em tempos que o Covid-19 avança no Brasil, Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá, que tem larga experiência em projetos de combate a pandemia do HIV aids e promoção da vida, toma a iniciativa de criar um trabalho de acolhida,
Quem vai apresentar para a sociedade o posicionamento social e os valores que a entidade agrega, será a lider espiritual Iyalorixá Carmen de Oxalá, dentro do processo preparatório, estende equipezu o convite para Mãe Sandra de Oxum (Santa Maria) para se somar a proposta, a dirigente do Ilê Axé Ijoba de Oxum e Bará, não colocou objeção ao nome, ainda trouxe um reforço técnico, Romário Krug que imediatamente construi a imagem do grupo.
Agora é aguardar para ver o que foi preparado, a idéia é uma dose de encorajamento para a sua vida em tempos de Covid-19.
Devido às medidas restritivas por decreto federal, para conter os avanço das infecções por coronavírus, casas de matriz africanas é umbanda, assim como demais confissões religiosas devem permanecer fechados durante o período da quarentena, as Ialorixás ( mães de santo) se unem para dar apoio espiritual online, protagonizando na criação de um grupo no Whatssapp Conforto é Axé, com live inaugural hoje ás 20 no Instagram.
De acordo com Mãe Carmen de Oxalá, Psicóloga, diretora espiritual da Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá, Guaíba RS, “ estamos posicionando a matriz africana diante desta tragédia social, este é o papel de uma sacerdotisa, vamos apoiar espiritualmente “rezando” por quem precisa, que é óbvio, aqueles que aderirem a proposta de se apoiar na fé afro, para manterem se em equilíbrio durante tempos muito difíceis, que trouxe a pandemia de Covid - 19”.
Mãe Sandra de Oxum, Fisioterapeuta,diretora espiritual do Ilê Axé IIjoba de Oxum e Bará, Santa Maria-RS,”’somos comunidade tradicional de matriz africana, somos agentes de saúde e nesse momento de extrema dificuldade que estamos vivendo com a pandemia do COVID-19, em nosso papel social como sacerdotisa possamos passar um alento aqueles que acreditam na fé afro, um momento de reflexão e conforto espiritual para superar essa fase que vivemos de pandemia”.
Devido às medidas restritivas por decreto federal, para conter os avanço das infecções por coronavírus, casas de matriz africanas é umbanda, assim como demais confissões religiosas devem permanecer fechados durante o período da quarentena, as Ialorixás ( mães de santo) se unem para dar apoio espiritual online, protagonizando na criação de um grupo no Whatssapp Conforto é Axé, com live inaugural hoje ás 20 no Instagram.
De acordo com Mãe Carmen de Oxalá, Psicóloga, diretora espiritual da Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá, Guaíba RS, “ estamos posicionando a matriz africana diante desta tragédia social, este é o papel de uma sacerdotisa, vamos apoiar espiritualmente “rezando” por quem precisa, que é óbvio, aqueles que aderirem a proposta de se apoiar na fé afro, para manterem se em equilíbrio durante tempos muito difíceis, que trouxe a pandemia de Covid – 19”.
Mãe Sandra de Oxum, Fisioterapeuta,diretora espiritual do Ilê Axé IIjoba de Oxum e Bará, Santa Maria-RS,”’somos comunidade tradicional de matriz africana, somos agentes de saúde e nesse momento de extrema dificuldade que estamos vivendo com a pandemia do COVID-19, em nosso papel social como sacerdotisa possamos passar um alento aqueles que acreditam na fé afro, um momento de reflexão e conforto espiritual para superar essa fase que vivemos de pandemia”.
A partir de hoje (21) até a próxima sexta-feira (24), as imagens que documentam os 80 anos da Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá (Assobecaty), localizada em Guaíba (RS) estarão expostas na Galeria dos Municípios da Assembleia Legislativa. A mostra, intitulada ASSOBECATY – 80 Anos de História: Território Sagrado e Social, foi inaugurada no início da noite ontem (20) com a participação da Banda Nossa Senhora do Livramento, de Guaíba, palestras da diretora espiritual da casa, Yalorixá Carmem de Oxalá e da historiadora Miriam Ericksson Leão. O evento contou com a presença do deputado Altemir Tortelli (PT). Constituída inicialmente em Pelotas, no ano de 1934, e atualmente localizada em Guaíba, a Associação vem construindo o seu reconhecimento pelo perfil de trabalho e pelas causas que assume: prevenção contra DST/Aids, segurança alimentar e prevenção às drogas, meio ambiente, comunicação popular e inclusão digital. As temáticas de gênero, cultura, segurança urbana são construídas de modo interdisciplinar pelos diferentes grupos que frequentam a casa como filhos e filhas, simpatizantes, voluntários ou simplesmente admiradores.
sexta-feira, 19 de julho de 2019
Secretaria da Cultura anuncia composição do Comitê Gestor da Política Estadual de Cultura Viva e o Pontão de Cultura Ilê Axé Cultural garantiu um assento
Publicação:
Secretária Beatriz Araujo durante lançamento do Comitê Gestor - Foto: Rafael Varela
Texto: Rafael Varela/ Ascom Sedac
A secretária da Cultura,Beatriz Araujo, anunciou nesta sexta-feira (19),durante aplenária do Colegiado Setorial de Culturas Populares,Tradição e Folclore do RS,na Casa de Cultura Mario Quintana, a composição do Comitê Gestor da Política Estadual de Cultura Viva. Os integrantes representam o poder público e a sociedade civil.
A Lei Nº 14.663, de 30 de dezembro de 2014, institui a Política Estadual de Cultura Viva, destinada a promover a produção e a difusão da cultura e o acesso aos direitos culturais dos diferentes grupos e coletivos e dá outras providências.
Compete ao Comitê Gestor: I - contribuir na construção de estratégias para a implementação das diretrizes da Política Estadual de Cultura Viva; II - subsidiar a Sedac na elaboração, na avaliação das diretrizes e no acompanhamento do Plano Setorial de Cultura Viva; V- definir os critérios de inclusão no Cadastro da Política Estadual de Cultura Viva – entre outras atribuições.
“Plenárias como esta nos permitem fazermos entregas positivas e dar o retorno que a sociedade merece. Temos no Rio Grande do Sul um governo sensível às questões da cultura e, na Sedac, pessoas vocacionadas”, comemora Beatriz Araujo.
Os representantes da Sedac no Comitê são Maria Marques: assessora de Culturas Populares Tradição e Folclore (Adriane Minervino, suplente); Rafael Balle: diretor de Fomento (Mateus Dalla Rosa, suplente); Ruben Oliveira: diretor do Instituto Estadual de Artes Cênicas (IEACen) (Gabriela Konrath, suplente).
Integrantes da mesa de debate da plenária de Culturas Populares - Foto: Rafael Varela
Representam o Governo Federal: Renata de Carvalho Ferreira Machado (Álvaro de Oliveira da Silva Duarte, suplente); Joanna Peixoto Prado (Diego Felipe Cardoso de Carvalho, suplente); e Iara da Costa Zannon (Leandro da Silva Vieira, suplente).
Os representantes do Conselho dos Dirigentes Municipais de Cultura/CODIC da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul/FAMURS são: Neusa Cavalheiro (Joyce Aline dos Reis, suplente). E do Legislativo Estadual, a deputada do PSOL Luciana Genro (deputada do PT Sofia Cavedon, suplente).
Há Indicações, também, do Conselho Estadual de Cultura (CEC). São eles: Marlise Nedel Machado (Gabriela Kremer da Motta, suplente); Gisele Pereira Meyer (Marcelo Restori da Cunha, suplente).
Por parte dos Pontos de Cultura, os representantes são: Carmem Lúcia Silva de Oliveira (Rogério Ferreira Teixeira, suplente); Dirce Maria Orth (Estevão Bordin, suplente); Eni Webber (Geziel Souza, suplente); Ivan Therra (Marta Regina dos Santos Nunes, suplente); Leila Rosso Betim (Gezilane Silvestre da Silva, suplente); Leandro Artur Anton (André Luís de Jesus Pinto, suplente).
Os nomes anunciados nesta sexta-feira serão publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) na próxima semana e, a partir daí, será definida a data da primeira reunião de trabalho.
Plenária de Culturas Populares, Tradição e Folclore
O anúncio do Comitê Gestor fez parte da programação da plenária que elegeu o Colegiado Setorial de Culturas Populares, Tradição e Folclore do Estado, que visa à promoção democrática da Política Estadual de Cultura.
Secretaria da Cultura anuncia composição do Comitê Gestor da Política Estadual de Cultura Viva e o Pontão de Cultura Ilê Axé Cultural garantiu um assento
Secretária Beatriz Araujo durante lançamento do Comitê Gestor – Foto: Rafael Varela
Texto: Rafael Varela/ Ascom SedacA secretária da Cultura, Beatriz Araujo, anunciou nesta sexta-feira (19), durante a plenária do Colegiado Setorial de Culturas Populares, Tradição e Folclore do RS, na Casa de Cultura Mario Quintana, a composição do Comitê Gestor da Política Estadual de Cultura Viva. Os integrantes representam o poder público e a sociedade civil.A Lei Nº 14.663, de 30 de dezembro de 2014, institui a Política Estadual de Cultura Viva, destinada a promover a produção e a difusão da cultura e o acesso aos direitos culturais dos diferentes grupos e coletivos e dá outras providências.Compete ao Comitê Gestor: I – contribuir na construção de estratégias para a implementação das diretrizes da Política Estadual de Cultura Viva; II – subsidiar a Sedac na elaboração, na avaliação das diretrizes e no acompanhamento do Plano Setorial de Cultura Viva; V- definir os critérios de inclusão no Cadastro da Política Estadual de Cultura Viva – entre outras atribuições.“Plenárias como esta nos permitem fazermos entregas positivas e dar o retorno que a sociedade merece. Temos no Rio Grande do Sul um governo sensível às questões da cultura e, na Sedac, pessoas vocacionadas”, comemora Beatriz Araujo.Os representantes da Sedac no Comitê são Maria Marques: assessora de Culturas Populares Tradição e Folclore (Adriane Minervino, suplente); Rafael Balle: diretor de Fomento (Mateus Dalla Rosa, suplente); Ruben Oliveira: diretor do Instituto Estadual de Artes Cênicas (IEACen) (Gabriela Konrath, suplente).
Integrantes da mesa de debate da plenária de Culturas Populares – Foto: Rafael Varela
Representam o Governo Federal: Renata de Carvalho Ferreira Machado (Álvaro de Oliveira da Silva Duarte, suplente); Joanna Peixoto Prado (Diego Felipe Cardoso de Carvalho, suplente); e Iara da Costa Zannon (Leandro da Silva Vieira, suplente).Os representantes do Conselho dos Dirigentes Municipais de Cultura/CODIC da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul/FAMURS são: Neusa Cavalheiro (Joyce Aline dos Reis, suplente). E do Legislativo Estadual, a deputada do PSOL Luciana Genro (deputada do PT Sofia Cavedon, suplente).Há Indicações, também, do Conselho Estadual de Cultura (CEC). São eles: Marlise Nedel Machado (Gabriela Kremer da Motta, suplente); Gisele Pereira Meyer (Marcelo Restori da Cunha, suplente).Por parte dos Pontos de Cultura, os representantes são: Carmem Lúcia Silva de Oliveira (Rogério Ferreira Teixeira, suplente); Dirce Maria Orth (Estevão Bordin, suplente); Eni Webber (Geziel Souza, suplente); Ivan Therra (Marta Regina dos Santos Nunes, suplente); Leila Rosso Betim (Gezilane Silvestre da Silva, suplente); Leandro Artur Anton (André Luís de Jesus Pinto, suplente).Os nomes anunciados nesta sexta-feira serão publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) na próxima semana e, a partir daí, será definida a data da primeira reunião de trabalho.Plenária de Culturas Populares, Tradição e FolcloreO anúncio do Comitê Gestor fez parte da programação da plenária que elegeu o Colegiado Setorial de Culturas Populares, Tradição e Folclore do Estado, que visa à promoção democrática da Política Estadual de Cultura.
No estado, 204 espaços culturais estimulam a inclusão social e cidadã de jovens por meio da arte e da cultura
As atividades do Ilê Axé Cultural mudaram a vida do estudante Rayan Vaghetti, de 14 anos (Foto: Acervo pessoal)
No município de Guaíba, a 30 quilômetros de Porto Alegre, está um dos 204 Pontos de Cultura existentes no Rio Grande do Sul. O Ilê Axé Cultural oferece a crianças e jovens da comunidade aulas gratuitas de música, informática, capoeira e hip hop, entre outras atividades. O trabalho da instituição fez toda a diferença na vida do estudante Rayan Vaghetti, de 14 anos, cinco deles participando das atividades do Ilê. “Antes eu era tímido, agora sou mais confiante. Tocar percussão, fazer um grupo, ensaiar, aprender a fazer as coisas no computador me ajudou muito, inclusive a me relacionar bem na escola”, conta o estudante.
O Ilê Axé é uma referência cultural de matriz africana no estado. Na instituição, são enfatizadas ações de música, teatro, dança, cinema, fotografia e inclusão digital. Segundo a supervisora Carmen Oliveira, conhecida como Mãe Carmen, mais de 1200 famílias da comunidade estão envolvidas nas atividades. “A gente consegue tornar acessível ao maior número de pessoas os instrumentos musicais, os cursos no telecentro… Além disso, pelas manifestações culturais, eles descobrem novos mundos, novas formas de se relacionar e isso faz toda a diferença”, acredita Mãe Carmen.
Do outro lado do Lago Guaíba, na capital Porto Alegre, o Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo incentiva e desenvolve ações comunitárias com jovens por meio da arte, da cultura, da cidadania e economia solidária. Os projetos da instituição estimulam a afirmação dos direitos humanos e a construção de uma cultura de não violência, para garantir a inclusão social pela cultura e dela gerar inclusão econômica e de trabalho.
“Os Pontos de Cultura no estado fortalecem a cultura e permitem a prevenção da violência, a iniciação no mundo do trabalho e o fortalecimento de vínculos com a escola e com o território”, destaca o coordenador geral do Sopapo, Leandro Anton.
Cultura que transforma
O Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo incentiva e desenvolve ações comunitárias com jovens por meio da arte, da cultura, da cidadania e economia solidária (Foto: Divulgação)
Os Pontos de Cultura são grupos, coletivos e entidades de natureza ou finalidade cultural que desenvolvem atividades culturais em suas comunidades. Esses locais são reconhecidos, certificados ou fomentados pela Secretaria Especial da Cultura por meio dos instrumentos da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV).
“Esta é a primeira política cultural de base comunitária do Sistema Nacional de Cultura com capacidade de atuação social e transformação do território que concretiza o dever constitucional do Estado de garantir o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional ao cidadão”, analisa a diretora do Departamento de Promoção da Diversidade Cultural da Secretaria de Diversidade Cultural, Renata Machado.
Desde 2004, cerca de 4 mil Pontos de Cultura foram reconhecidos em todo o país, tornando-se referência no espaço ibero-americano. O programa inspirou a criação do Programa de Cooperação Internacional Ibercultura Viva, além de ter sido replicada em diversos países do continente, entre eles Argentina, Peru e Costa Rica.
“A Rede Cultura Viva é um ambiente de trocas, colaborações, articulações e encontros. Os Pontos se fortalecem quando se articulam em rede e compartilham espaços, metodologias, produtos, serviços, processos criativos e ações coletivas. A Cultura Viva (PNCV) reconhece atividades culturais de base comunitária, apoiando-as e valorizando-as por meio do seu principal instrumento, os Pontos de Cultura”, complementa Renata.
Repactuação
A repactuação dos Pontos de Cultura gaúchos foi realizada em 2018, com a liberação de R$ 13,29 milhões. O acerto possibilitou o repasse para 92 pontos que estavam regulares na Rede, com valores que variaram entre R$ 50 mil e R$ 150 mil. Além do Rio Grande do Sul, as redes de Pontos de Cultura do estado de São Paulo e do município do Rio de Janeiro também foram repactuadas no ano passado, com liberação de R$ 4,28 milhões para a rede carioca e de R$ 15 milhões para o governo paulista.
“A possibilidade de repactuação da Rede de Pontos de Cultura do RS surgiu com o propósito de viabilizar a execução da parceria celebrada com o estado, para que os Pontos de Cultura não saíssem prejudicados, tendo como objetivo principal a continuidade das atividades culturais nas comunidades e regiões por eles desenvolvidas”, explica a diretora Renata Machado.
15 anos do Cultura Viva
O programa Cultura Viva – denominado Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) a partir da Lei 13.018/2014 – foi criado em 2004 para ampliar o acesso aos meios de produção, circulação e fruição cultural no País. Ele é gerido pela Secretaria Especial da Cultura em parceria com governos estaduais, municipais e outras instituições, como escolas e universidades, e abrange diferentes linguagens e expressões artísticas e culturais.
Para comemorar os 15 anos da Política Nacional de Cultura Viva, a Secretaria de Diversidade Cultural irá realizar, em 2019, uma atividade de orientação em todas as unidades federativas. O projeto “Diálogos Federativos: Cultura de Ponto à Ponta” pretende levar aos gestores e ponteiros o conhecimento para dar implantar e dar continuidade às atividades dos Pontos de Cultura.
“Essa ação também objetiva orientar as organizações da sociedade civil e coletivos culturais que desenvolvem atividades em suas comunidades a serem reconhecidos pelo Ministério da Cidadania como Ponto de Cultura”, explica Renata.
Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial da Cultura
Ministério da Cidadania
Carmen Oliveira, mais conhecida como Mãe Carmen de Oxalá, sucessora direta de Mãe Quina de Yemanjá no Terreiro Templo de Yemanjá, será a primeira ialorixá gaúcha ser Presidente do Conselho de Assistência Social. Amanhã (20), ela será empossada no cargo . A cerimônia aconteceu dia 15/04/2019 às 9h, na Secretária Municipal de Assistência Social, Rua Cel. Serafim Silva, 50 - Centro, Guaíba - RS.
Iniciada na nação africana Cabinda há mais de 40 anos Carmen Oliveira é filha de Oxalá. Após o falecimento de sua mãe biológica Mãe Quina, começou uma caminhada longa na luta contra a intolerância religiosa, participando de seminários, realizando palestras e viagens por diversos estados brasileiros, defendo a causa da comunidade de matriz Africana a causa do povo negro. Atualmente, ocupa no município cargo de Presidente do Partido dos Trabalhadores PT- Guaíba, estudante das causas humanas cursando psicologia.
Afirmando sentir-se privilegiada por ser a primeira mulher negra e religiosa de matriz africana a assumir a direção deste importante conselho, Mãe Carmen diz que não será somente uma presidente do Conselho, "e sim mais uma defensora das causas sociais no município", posicionou-se com a caneta na mão.
Desde 9 de abril ASSOBECATY foi aprovada para fazer parte do maior Programa socioambiental da América Latina, a partir desta data iniciou uma grande campanha de conscientização é divulgação com os usuários do projeto Ajeun Ilerá.
quinta-feira, 7 de março de 2019
TODO DIA É DIA DE LUTA: UMA DAS PALESTRANTES É MÃE CARMEN DE OXALÁ
Após unirem as suas forças em manifestações contra o discurso de ódio e sexista, que repercutiram no mundo inteiro, as mulheres brasileiras continuam lutando contra as políticas que atacam os direitos da classe trabalhadora, em especial das mulheres.
As bandeiras históricas do movimento feminista, como a igualdade salarial e de oportunidades no mundo de trabalho, o fim da violência contra a mulher, o combate à cultura do estupro e o combate à Reforma da Previdência estão na pauta dos marcados para este dia 8 de março, em Porto Alegre.
Confira a programação e participe:
Largo Glênio Peres | Centro 7h30 – Feira Orgânica da Reforma Agrária 8h – Café da manhã 10h – Painel: Feminicídio, violência contra as mulheres e direitos reprodutivos – Dra. Liliane Braga Luz de Oliveira, Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública – Misiara Oliveira, secretária estadual das Mulheres PT/RS – Renata Jardim, advogada e assessora institucional da Themis – Dra. Camila Giugliani, médica de família, integrante do Fórum Aborto Legal e do Grupo Musas 12h30 – Painel: Reforma da Previdência: impactos na vida das mulheres trabalhadoras do campo e da cidade – Deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) – Deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) – Bernadete Menezes, diretora da ASSUFRGS – Abigail Pereira, dirigente do PCdoB 14h30 – Apresentação de Roberta Moura 15h – Painel: Soberania alimentar e Defesa dos Territórios
– Mãe Carmen de Oxalá, da Assobecaty de Guaíba – Cibele Kuss, pastora luterana da IECLB – Suelen Gonçalves, integrante da Frente Brasil Popular e do MNLM 16h – Livraço – Deputada estadual Sofia Cavedon (PT-RS) 17h30 – Ato Pela Vida das Mulheres Trabalhadoras (Local da Concentração: Esquina Democrática) 19h – Caminhada
Após unirem as suas forças em manifestações contra o discurso de ódio e sexista, que repercutiram no mundo inteiro, as mulheres brasileiras continuam lutando contra as políticas que atacam os direitos da classe trabalhadora, em especial das mulheres.
As bandeiras históricas do movimento feminista, como a igualdade salarial e de oportunidades no mundo de trabalho, o fim da violência contra a mulher, o combate à cultura do estupro e o combate à Reforma da Previdência estão na pauta dos marcados para este dia 8 de março, em Porto Alegre.
Confira a programação e participe:
Largo Glênio Peres | Centro
7h30 – Feira Orgânica da Reforma Agrária
8h – Café da manhã
10h – Painel: Feminicídio, violência contra as mulheres e direitos reprodutivos – Dra. Liliane Braga Luz de Oliveira, Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública
– Misiara Oliveira, secretária estadual das Mulheres PT/RS
– Renata Jardim, advogada e assessora institucional da Themis
– Dra. Camila Giugliani, médica de família, integrante do Fórum Aborto Legal e do Grupo Musas
12h30 – Painel: Reforma da Previdência: impactos na vida das mulheres trabalhadoras do campo e da cidade
– Deputada federal Maria do Rosário (PT-RS)
– Deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS)
– Bernadete Menezes, diretora da ASSUFRGS
– Abigail Pereira, dirigente do PCdoB
14h30 – Apresentação de Roberta Moura
15h – Painel: Soberania alimentar e Defesa dos Territórios
– Mãe Carmen de Oxalá, da Assobecaty de Guaíba
– Cibele Kuss, pastora luterana da IECLB
– Suelen Gonçalves, integrante da Frente Brasil Popular e do MNLM
16h – Livraço
– Deputada estadual Sofia Cavedon (PT-RS)
17h30 – Ato Pela Vida das Mulheres Trabalhadoras (Local da Concentração: Esquina Democrática)
19h – Caminhada
O Pontão de Cultura Ilê Axé Cultural Assobecaty. tem sido um espaço que semanalmente acolhe muitas crianças, além das oficinas culturais que são oferecido para o público infanto juvenil, também um modo peculiar de convivência é sociabilidade, comemorar aniversários de cada criança que fizeram aniversário no mês.
O Terreiro Ilê Axé Ojisé Olodumare, de Barra do Pojuca, na cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, foi invatido por homens armados na noite deste sábado (12). Os bandidos interromperam uma cerimônia pública, levaram pertences dos filhos de santo e dos visitantes, como também agrediram fisicamente o chefe religioso da casa, o Babà Rychelmy Esutobi.
Em nota públicada no instagram do terreiro, os religiosos relataram o que chamaram de “mais um caso de violência e intolerância religiosa”.
“Nesse momento, lembramos do quanto a nossa religião foi duramente perseguida pelo Estado e pela polícia. É impossível não lembrar do nosso ancestral, nosso avô Pai Procópio de Ogunjá que tanto foi perseguido como alvo de violência policial. E, apesar de toda perseguição se manteve firme na fé e seguindo na religião”, diz a nota.