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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

FESTA DE ANIVERSÁRIO NA ASSOBECATY !

  Assobecaty- Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Iemanjá está  em festa. Fundada por Mãe Quina de Iemanja em 1934, a casa consagrada a esta orixá  Iemanjá.  Hoje é admirada não só por sua história de sucessão religiosa mas  por manter viva a chama da resistência , que neste ano comemora os 77  anos de fundação e seus 23 de conotação  juridica.  Entre as diversas atividades previstas  para a mesma data,  esta o  lançamento de Revista Conexão Afro - Online. Para esta cerimônia a convidada de honra é Egbomi Conceição Reis de Ogum, visto seu  destacado trabalho em comunicação social para terreiros foi eleita a  patronesse do veículo virtual.

Os rituais sagrados receberão uma atenção muito especial, o Xirê dedicado ao orixá Oxalá precedido de um ato político .  Uma comemoração de tal grandeza não poderia receber convidados de menor importância , esta sendo aguardada a confirmação dos convidados Sepir, Fundação Palmares e Senado Federal.

 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

41º Procissão de Iemanjá na cidade de em Guaíba Arrasta Fiéis

O Reino de Iemanjá e a Prefeitura Municipal de Guaiba, realizam a Festa em louvor a Rainha das Águas Mãe Iemanjá

Fazem  41 anos,  que o  dia 2 de fevereiro, é festejado no município de Guaíba,  a  senhora Mãe Iemanjá. Neste dia ela  é  saudada, louvada, por fiés que celebram junto com 100_0536_thumb[3]o Reino de  Iemanjá dirigido por  Mãe Libia, juntamente com seus  filhos e amigos. A  tradicional procissão da rainha dos mares e oceanos. Com promoção da Prefeitura Municipal de Guaíba o evento teve início às 20h, com concentração em frente o terreiro de Mãe Libia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nesta quadragéssima primeira  edição, o cotejo, atravessa as ruas da cidade ,  cerimônia coordenada pelo Axé de  Manuel Papai, (Recife) , e alguns filhos que o acompanham.

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A historia religiosa do municipio de Guaiba,  quando se fala em festa de  Iemanjá, é a figura de Mãe Libia , que vem a mente da comunidade, pelos anos de dedicação  que ela realiza  o evento. Com, fé e  determinação ela consegue mesclar , o sagrado,  a história, sempre valorizando o lado belo da religião associado ao bom gosto.

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Diversos Babalorixás e Yalorixás,  destaque nesta foto Pai Roni de Ogum e Pai Ricardo de  Oxum

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As margen do rio Guaiba, há 41 anos, o Caisinho, transforma – se no altar de Iemanjá. No dia 2 de fevereiro, a populacão , devotos , fiéis  e politicos  reúnem-se para aguardar a procissão de Iemanjá. Neste espaço é Mãe Libia e seus filhos que celebram cerimônia a rainha do mar, a senhora da cor  e azul,  é ali que as pessoas vão fazer o seu pedido e depositar sua fé e seus presentes.

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As pessoas ficam muito sensiveis, por um instante , fiquei a observar as diversas manisfestações que o público apresentava, cada um tem um jeito próprio de sentir e demonstrar suas emoções, uma singularidade de manifestar sua fé. Assisti pessoas, se molharem com água, fazerem sinal da cruz, receberem ou doar perfumes, olhares paralizados, olhares inquietos, se curvarem, atirarem petalas de flores, levarem flores, chorar, rir, saudarem , pedir, agradecer, mas um número maior de pessoas aplaudem. Todas essas,  em nome da fé , alivio de suas dores. O que  não entendi,  e não  vou deixar passar em branco , flagrei  alguns evangélicos, que ocupam cargos públicos acenando a bandeira branca para Iemanjá, só não sei para quê? será fé?  Será indigninação ? Será para não perder o cargo?

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Mãe Carmen de Oxalá, Pai Ricardo de Oxum e Pai Roni  de Ogum, juntos na celebração a Iemanjá .

Após a homenagem a divindade, houve uma grande confraternização no Reino de Iemanjá, os anfitriões Mãe Libia de Yemanjá ,  Pai Geraldo de Ogum e filhos, ofertam um delicioso buffet no jantar, colocando a disposição dos  convidados uma  variedade de pratos deliciosos.  Aproveitamos esse momento informal , em que as pessoas  circulam enquanto se servem, para  falar uns com os  outros. E nos divertimos,  em registrar o  momento, através dessas lindas fotos.

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Na foto a anfitriã Mãe Libia de Iemanjá , Manuel Papai , Mãe Carmen de Oxalá,  Secretário Executivo  do Comitê Estadual de Promoção da Igualdade Racial – Pernanbuco, Prof. Jorge Arruda . Fazem três anos que  Mãe Libia e Pai Geraldo,   contam  com   Axé e a orientação  de Manuel Papai ( Recife). 

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Pai Geraldo, esposo de Mãe Libia de Yemanjá , é o quardião dos “Ilùs” tambores, além de  comandar os alabês do Reino de Iemanjá. Está com  motivos de sobra para festejar o sucesso da festa.

 

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Mãe Carmen de Oxalá e o  secretário-executivo do Cepir, Recife -  Prof. Jorge Arruda,  que  acompanha a genda de Manoel Papai em Guaíba, Colocando as noticias em dia, como são muitas, deixam agendado  para o dia seguinte uma visita na Assobecaty, Ilê de Mãe Carmen.

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Manuel  Papai com seus filhos e Mãe Carmen de Oxalá com sua filha Denise de Yemanjá.

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Sueli de Bará , uma filha de Mãe Libia, das mais antiga da casa, ela  esbanja simpatia, ao atender os convidados. E, na saída, a surpresa ficou por conta das lembrancinhas preferidas de Iemanjá:  um perfume colocados em caixas brancas com fitas azuis.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Reino de Oxala em Tramandai Saúda Iemanjá- 2011

100_0517Tudo pronto
Na praia de Tramandai, ocorrem muitas homenagens a Mãe Iemanjá, mas este espaço está organizado pelo Reino de Oxalá, que é dirigido por Pai Cleon de Oxalá,  ele realiza a festa a 46 anos .Agora sim, é só aguardar Pai Cleon de Oxalá

PAI CLEON REALIZA FESTA DE IEMANJÁ EM TRAMANDAI – 36 ANOS

As festividades na praia de Tramandai, arrasta 20.000 fiés, dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Turismo de Tramandai,   um dos responsáveis é a organização do Reino de Oxalá, que é comandado  por Pai Cleon de Oxalá.

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Enquanto a população aguardava a imagem em procissão ou  carreata,  a imagem surpeendeu,  surgir do mar, ela veio trazida por um navio, que apagou a escuridão, com muitas luzes.

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Milhares de fiés  acenavam  as bandeiras brancas. Oferendas e agradecimento à Iemanjá - Rainha das Águas, são motivos que trazem milhares de adeptos das religiões afro brasileiras à Tramandaí.

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Momento de agradecimento, devoção e fé dedicado  à Iemanjá - Rainha das Águas.

 Iemanja  Roda de Filhos CleonDSC01932

A rainha das águas salgadas, foi  conduzida até a margem,  pelo  batalhão do corpo de bombeiros, onde estava  sendo esperada pelo Babalorixá Cleon de Oxalá e sua roda de filhos.

Acompanhe detalhes nos blogs:

www.reinodeoxala.com

www.revistaconexaoafro.worpress.com

www.maecarmendeoxala5131.worpress.com

domingo, 30 de janeiro de 2011

Devotos se movimentam em torno da Imagem em Tramandai, e aguardam Pai Cleon de Oxala

100_0503Tudo pronto para saudar a rainha do mar. Foto: conexão Afro.

Amanhã é dia de saudar Iemanjá. O trecho da praia de tramandai , onde fica a imagem de Iemanjá, cuja as homenangens se  organizam  no entorno, local  vai ser tomada pelos devotos do orixá rainha das águas salgadas. Embora existam muitas homenagens o ponto mais esperado pelos fiés é a festa que é comandada por Pai Cleon de Oxalá, no litoral gaúcho há 46, anos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Reflexão Dia Mundial das Religiões Campanha contra a contra a Intolerância Religiosa

Assobecaty- Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá - em parceria com o Programa Nacional Cantando as Diferenças e o Programa Gestando o Diálogo Inter-Religioso e o Ecumenismo - Gdirec lançaram  dia 21 de janeiro, 2011,  lançam a campanha “Rompendo com a Intolerância Religiosa”.

A campanha faz uma alerta à sociedade. Pensar a intolerância religiosa,  seus impactos, na contemporanidade não tem o mesmo sentido que pensar nas diversas formas do processo dos conflitos que foram historicamente construídos. Existe a necessidade de uma mobilização social que assegure o respeito  as diferenças culturais, sociais e individuais. Baseada na idéia de ação em rede, a campanha convida pessoas, organizações e governos a dar continuidade a  reflexão que ocorreu no dia 21 de janeiro 2011,  sobre o assunto em questão  no Brasil.

Maiores informações entrar em contato com assobecaty@hotmail.com

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

POSIÇÃO HISTÓRICA DA PRESIDENTA DILMA

QUARTA-FEIRA, 12 DE JANEIRO DE 2011

Dilma tira crucifixo do gabinete. Falta o resto do país - por Leonardo Sakamoto

A Folha de S. Paulo, deste domingo, traz a informação de que a presidenta Dilma Rousseff, em sua primeira semana de trabalho, retirou o crucifixo da parede de seu gabinete e a bíblia de sua mesa. Foi uma medida simples, mas carregada de um simbolismo que surpreende.

Defendo fortemente que o exemplo seja seguido por todos os que ocupam cargos públicos no país. Dilma afirmou ser católica durante as eleições (ok, como disse na época, eu ainda aposto que ela e José Serra são, no limite, agnósticos – mas vá lá), mas não foi eleita para representar apenas cristãos e sim cidadãos de todas as crenças – inclusive os que acreditam em nada.

A questão da retirada de crucifixos, imagens e afins de repartições públicas gerou polêmicas ao longo da história a partir do momento em que um Estado se afirma laico (e não desde o lançamento do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, como querem fazer crer o pessoal do “não li, mas não gostei”). A França retirou os símbolos religiosos de sedes de governos, tribunais e escolas públicas no final do século 19. Nossa primeira Constituição republicana já contemplava a separação entre Estado e Igreja, mas estamos 120 anos atrasados em cumprir a promessas dos legisladores de então.

Em janeiro do ano passado, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lançou uma nota em que rejeitou “a criação de ‘mecanismos para impeder a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União’, pois considera que tal medida intolerante pretende ignorar nossas raízes históricas”.

Adoro quando alguém apela para as “raízes históricas” para discutir algo. Na época, lembrei que a escravidão está em nossas raízes históricas. A sociedade patriarcal está em nossas raízes históricas. A desigualdade social estrutural está em nossas raízes históricas. A exploração irracional dos recursos naturais está em nossas raízes históricas. A submissão da mulher como reprodutora e objeto sexual está em nossas raízes históricas. As decisões de Estado serem tomadas por meia dúzia de iluminados ignorando a participação popular estão em nossas raízes históricas. Lavar a honra com sangue está em nossas raízes históricas. Caçar índios no mato está em nossas raízes históricas. E isso para falar apenas de Brasil. Até porque queimar pessoas por intolerância de pensamento está nas raízes históricas de muita gente.

Quando o ser humano consegue caminhar a ponto de ver no horizonte a possibilidade de se livrar das amarras de suas “raízes históricas”, obtendo a liberdade para acreditar ou não, fazer ou não fazer, ser o que quiser ser, instituições importantes trazem justificativas fracas como essa, que fariam São Tomás de Aquino corar de vergonha intelectual. Por outro lado, o pessoal ultraconservador tem delírios de alegria.

A ação da presidenta não foi a única. Em 2009, o Ministério Público do Piauí solicitou a retirada de símbolos religiosos dos prédios públicos, atendendo a uma representação feita por entidades da sociedade civil e o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro mandou recolher os crucifixos que adornavam o prédio e converteu a capela católica em local de culto ecumênico. Algumas dessas ações têm vida curta, mas o que importa é que percebe-se um processo em defesa de um Estado que proteja e acolha todas as religiões, mas não seja atrelado a nenhuma delas.

É necessário que se retirem adornos e referência religiosas de edifícios públicos, como o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional. Não é porque o país tem uma maioria de católicos que espíritas, judeus, muçulmanos, enfim, minorias, precisem aceitar um símbolo cristão em um espaço do Estado. Além disso, as denominações cristãs são parte interessada em várias polêmicas judiciais – de pesquisas com célula-tronco ao direito ao aborto. Se esses elementos estão escancaradamente presentes nos locais onde são tomadas as decisões sem que ninguém se mexa para retirá-las, como garantir que as decisões serão isentas?

Como já disse aqui antes, o Estado deve garantir que todas as religiões tenham liberdade para exercer seus cultos, tenham seus templos, igrejas e terreiros e ostentem seus símbolos (tem uma turma dodói da cabeça que diz que isso significaria a retirada do Cristo Redentor do morro do Corcovado – afe… por Nossa Senhora!). Mas não pode se envolver, positiva ou negativamente, em nenhuma delas. Estado é Estado. Religião é religião.

Como é difícil uma democracia respeitar suas minorias.

Leonardo Sakamoto é jornalista e doutor em Ciência Política.

Fonte: Blog do Sakamoto