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Ritual do Borí. Foto Alexandre L'Omi L'Odò.
Visita do Sociólogo Francês Michel Maffesoli ao tradicional terreiro de Jurema e Nagô de Dona Dora
Registro aqui, momento importante para a história do Terreiro de Dona Dora. Com prazer, decidi escrever algo para marcar esse evento de articulação internacional do povo de terreiro com a academia francesa.
Na noite do dia 03 de setembro de 2011, o Terreiro de Oyá Egunitá (Oficialmente chamado de “Mensageiros da Fé”), foi realizada uma cerimônia de Borí (ritual de dar comida à cabeça). De forma inesperada, recebemos a ilustre visita do sociólogo francês Michel Maffesoli (informações sobre ele abaixo do texto), da universidade de Sorbonne, no Terreiro de Dona Dora, no Jordão Baixo/PE. O Quilombo Cultural Malunguinho, por ter um histórico de luta pela preservação dos valores culturais das religiões de matrizes indígenas e africanas (Jurema e candomblé, etc.), foi acionado na pessoa do historiador João Monteiro pela Dra. em antropologia e consultora do Museu do Homem do Nordeste/PE, Ciema, para apresentar uma casa tradicional ao francês. Também contamos com a presença da Dra. Danile Pitta, professora representante do tema "imaginário" na UFPE, que veio acompanhando o Sr. Maffesoli, para ajudar na tradução do francês para o povo do terreiro. Ambos foram muito bem recebidos pela hospitalar Dona Dora, que com simplicidade regeu o ritual do Borí juntou ao sacerdote Sandro de Jucá.
Professor Maffesoli e Professora Daniele Pitta, próximos a porta do Peji do terreiro. Foto Alexandre L'Omi L'Odò.
A cerimônia foi muito bonita. Casa cheia, visitantes de diversas partes do Brasil (MG, SP, BA), todos de branco presenciaram um dos rituais mais bonitos e complexos do culto aos Orixás.
Recém chegado da França, para um congresso de antropologia, o professor Maffesoli, assistiu uma parte do ritual com muita atenção e olhar técnico de análise. Embora que cansado, pois mal havia chegado ao Brasil, foi logo visitar o terreiro e ficou até mais da metade do ritual, que durou cerca de 3h. Muito simpático, deixou a casa acompanhado da Dra. Pitta, despedindo-se sutilmente, para não atrapalhar os rituais. Todo vestido de branco, respeitando as normas da casa, o professor saiu inspirado do local, levando boas impressões do culto aos Orixás em terras pernambucanas.
Michel Maffesoli. Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.
O aspecto do poder feminino ficou muito evidenciado em todos os momentos do ritual. Iyalorixás como Mãe Terezinha Bulhões de Iyemojá, Mãe Nenzinha do Acorda Povo, Mãe Silvia de Iyemojá, entre outras patentes antigas da casa, contribuíram de forma ativa em toda liturgia. Esta ação das Iyalorixás mostraram de forma clara o papel imprescindível do axé da mulher no culto nagô.
A casa de Malunguinho (cancela), também foi apresentada ao sociólogo. Também foi informado sobre os eventos que estão por acontecer em breve, como o VI Kipupa Malunguinho e a III Semana Estadual da Vivência e Prática da Cultura Afro Pernambucana - Lei 13.298/07. Ficou muito interessado em ir às matas, mas infelizmente seus compromissos o levaram de volta ao seu país muito cedo, não dando tempo para ele desfrutar outras experiências com a religiosidade negra/indígena de Pernambuco. Mas, ele voltará, esperamos. Pois o nosso "imaginário" é forte e tem força para ser discutido em nível amplo com a academia, junto ao povo de terreiro.
Um fato interessante foi quando duas pesquisadoras de outros Estados chegaram ao terreiro. Sem saber que o professor estaria lá, tiveram uma reação de surpresa. Pois jamais esperariam a presença de alguém tão importante naquela noite no terreiro. A mestranda Mariana (SP e MG), ficou muito impressionada. Tentou fazer tietagem, mas infelizmente não conseguiu tirar uma foto com um dos autores mais importantes das ciências humanas do século XX e XXI.
Conversei um pouco com ele. Troquei algumas palavras em francês e lhe ofereci comida e água... Portanto, não aceitou, pois o dendê poderia lhe prejudicar, pela falta de costume de ingerir comida de terreiro.
Da esquerda para a direita: Daniele Pitta, Michel Maffesoli, Pai Lula de Ogodô e Alexandre L'Omi L'Odò. (Desconsiderar data na foto). Foto de Sandro de Jucá.
Michel Maffesoli, João Monteiro e Daniele Pitta em frente ao terreiro. Foto de Alexandre L'Omi L'Odò.
Informações sobre o Professor:
Michel Maffesoli (Graissessac, 14 de novembro de 1944) é um sociólogo francês, considerado como um dos fundadores da sociologia do quotidiano e conhecido por suas análises sobre a pós-modernidade, o imaginário e , sobretudo, pela popularização do conceito de tribo urbana.
Antigo aluno de Gilbert Durand, é professor da Université de Paris-Descartes – Sorbonne. Michel Maffesoli construiu uma obra em torno da questão da ligação social comunitária e a prevalência do imaginário nas sociedades pós-modernas.
É secretário geral do Centre de recherche sur l'imaginaire e membro do comitê científico de revistas internacionais, como Social Movement Studies e Sociologia Internationalis.
Recebeu o Grand Prix des Sciences Humaines da Academia Francesa em 1992 por seu trabalho La transfiguration du politique.
É vice-presidente do Institut International de Sociologie (I.I.S.), fundado em 1893 porRené Worms, e membro do Institut universitaire de France - I.U.F. (Fonte: Wikipedia).
Alexandre L'Omi L'Odò
Quilombo Cultural Malunguinho
-->Convidamos todas e todos para o VI Kipupa Malunguinho. Entrem no nosso blog e veja toda programação: www.qcmalunguinho.blogspot.com
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Alexandre L'Omi L'Odò
Sacerdote Iyáwò L'Osùn e Juremeiro
Estudante de História - UNICAP
Músico/Percussionista - Arte-educador
Pesquisador - Produtor Cultural/Fonográfico
Gestor Cultural e Exotérico Holístico
Rua da Harmonia nº.27
Peixinhos - Olinda - PE
Cep:53220-330
00 55 (81) 8887-1496 (Oi) / 3244-2336 (Res.) / 9868-5570 (TIM)
www.alexandrelomilodo.blogspot.com
www.nacaocultural.pe.gov.br/alexandrelomilodo
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de carnaval do Ilê Aiyê homenageia os afrodescendentes do sul do Brasil e discute a invisibilidade dos negros na região
TEXTO E FOTOS ELI ANTONELLI
Jovens negros dançam em Curitiba; a pequena Aninha; bolsistas da Univursidade Federal do Paraná (UFPR). A presença negra no sul do Brasil é marcante
Cai a tarde em Salvador e, no bairro da Liberdade, numa conversa descontraída, nascia o tema do carnaval 2012 do Ilê Aiyê, o bloco afro mais tradicional da Bahia: Negros do sul. Lá também tem? Antonio Carlos dos Santos "Vovô", presidente do Ilê, diz que a ideia inicial era falar de um tema ligado diretamente à África. "Foi numa conversa com um amigo, Fabio Goes, que surgiu uma proposta sobre negro de Londrina, e foi aí que pensei que poderíamos estender e mostrar os negros da região Sul", conta.
O tema traz a interrogação ("Lá também tem?") de propósito. "A ideia é quebrar a falsa discussão que no sul não há negros, existem até quilombos, e as pessoas desconhecem. A mídia não fala e as informações que chegam é que negro no sul é visita e dá para contar nos dedos. Mas há negros! Eles têm história e deram sua contribuição na construção dos Estados. A cultura negra está presente e é isso que vamos mostrar." E essa história não será apenas contada no próximo carnaval. "Vamos deixar esse registro por meio das músicas que iremos criar, nos versos que serão compostos, nos cadernos de educação que irão circular por todo o Brasil. E o sul vai mostrar a sua cara preta", diz Vovô.
A expectativa é que a ação do Ilê produza também outro efeito, além do reconhecimento de que há negros no sul, como o próprio reconhecimento de pessoas negras que desconhecem a importância de sua história e cultura. Vovô espera que esta ação tenha um efeito também sobre os jovens, que resgatem o orgulho de ser negro e assumam sua negritude.
Após uma agenda entre a ministra Luiza Bairros, da SEPPIR, e o segmento do carnaval, a Associação das Entidades Carnavalescas de Porto Alegre e Estado do RS convidou o Ilê para ir ao sul do país. Uma comissão foi formada para acompanhar o trabalho. A visita durou dez dias e passou pelas cidades de Pelotas, Rio Grande, Santana do Livramento, Santa Maria e Porto Alegre (no Rio Grande do Sul); Itajaí e Florianópolis (em Santa Catarina); e Curitiba e Londrina (no Paraná). Segundo o produtor cultural Otávio Pereira, "o objetivo foi articular apoio institucional e fomento de projetos com as autoridades locais e conversar com representantes das organizações sociais negras."
O design Raimundo Santos, conhecido como Mundão, fotografou inúmeras referências da presença negra nos Estados. No Paraná, por exemplo, chamou a atenção a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de São Benedito, no mesmo local funcionava a igreja dos escravos que foi, inclusive, construída por eles por volta de 1737. As várias imagens coletadas farão parte da estamparia do bloco e estarão nos carros, nas roupas, nos camarotes e em todo material alusivo ao evento. "Juntei um estoque interessante de informações focado na simbologia afro nos Estados. Essa foi a primeira pesquisa de campo, agora vamos aprofundar o trabalho de produção visual para produzir todo material gráfico para o carnaval", explica.
"TEMOS CIDADES ONDE O POVO NEGRO MARCA PRESENÇA, CHEGANDO A 80% DA POPULAÇÃO, COMO NO CASO DE RIO GRANDE E PELOTAS"
Para o jornalista brasiliense Michel Aleixo e Silva, o trabalho do Ilê Aiye, com ênfase no sul, produzirá um efeito interessante de divulgação, mostrando ao resto do país a importância da população negra. "Vejo que os maiores destaques da mídia tradicional são sempre esportistas, como Daiane dos Santos e jogadores de futebol, como Ronaldinho Gaúcho. Eles são os representantes mais expressivos de negros da região Sul. Não se fala tanto na história e na cultura afro desses Estados. É como se não existisse", destaca o jornalista
Data: 10 de Setembro de 2011 (Sábado)
Horário: a partir das 16h
"Tava andando na beira do mar, quando vovô me disse vem meu filho vem jongá, pois a angoma não pode pará. Jongueiro que é Jongueiro, jonga em qualquer lugar."
Vamos lá galera. Juntem-se a nós, façam parte deste movimento em prol da Cultura no município de Campinas. E não esqueçam de assinar a Petição Pública http://va.mu/EfYe
Maiores Informações:
vanessadiascultura@gmail.com
alejongo@gmail.com
marianajcestari@gmail.com
Alessandra Ribeiro- 91343922/9436-8455
Venessa Dias- 9149-3815
Mariana Cestari – 9210-8524
"Eu seguro a sua mão na minha, para que juntos possamos fazer,
aquilo que eu não posso fazer sozinha!!!"
AXÈ
Enviar Noticias :
conexaoafro@gmail.com
Falar com Mãe Carmen de Oxala : (51) 97010303 e 30556655
O mês de setembro acontece manifestações religiosas de cunho de relevância Histórica no Rio Grande do Sul. Uma delas é a festa tradicional de Pai Cleon, nesta ele recebe filhos,netos amigos, autoridades religiosas e civis para celebrarem os 52 anos do Reino de Oxalá, também neste espaço é promovido a difusão da religião afrogaucha em especial a Nação dos Orixás Cabinda através do intercâmbio com os paises Argentina, Paraguai, Uruguai e outros. Quem quizer conferir:
Local : Reino de Oxalá
Rua: Mariano de Mattos, 884 CEP. 90880-250 Medianeira – POA Fone: (51) 3232 9236
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