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quinta-feira, 14 de março de 2013

Por uma política cultural honesta, inclusiva e verdadeiramente democrática

Foto: Guilherme Duarte
Foto: Guilherme Duarte

Ascom/FCP

Em sua primeira semana à frente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Hilton Cobra fala da importância e responsabilidade em assumir a presidência da instituição pública vinculada ao Ministério da Cultura. “Estou entrando na Palmares à convite da ministra Marta Suplicy, no  tempo certo para realizar o que penso que deve ser realizado: revitalizar e profissionalizar a FCP para que ela atenda aos anseios da gente negra brasileira”,

O presidente pretende colocar a FCP no rumo de uma instituição de proposição e articulação, junto a outros órgãos do MinC (Fundação Nacional de Artes, Fundação Biblioteca Nacional, Fundação Casa de Rui Barbosa, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Instituto Brasileiro de Museus e Agência Nacional do Cinema) e empresas pública e privada, para implementar políticas públicas que ampliem o acesso de produtores, artistas, escritores, intelectuais, pesquisadores e as comunidades quilombolas e religiosas negras aos meios econômicos e financeiros do país.

De acordo com Cobra, nos últimos anos, a Fundação tem sido conhecida como uma produtora de grandes eventos. “Sou absolutamente contra a participação da Palmares na produção/execução de eventos dessa natureza. A Palmares deve ser uma instituição fomentadora de discussões acerca do fazer artístico, criando fóruns para o aprimoramento estético artístico, a profissionalização dos meios de produção, o enriquecimento intelectual e a produção do conhecimento”, explica. “Em lugar de produzir/executar grandes eventos como, por exemplo, shows musicais em praça pública, buscaremos dar condições para que os produtores produzam e realizem”, acrescenta.

Amparado a esse compromisso é também sua meta estruturar e modernizar as áreas finalísticas da instituição. O propósito é potencializar de fato o Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra (CNIRC), um setor que para ele é a alma da FCP, cujo principal objetivo é “apoiar a produção e disseminação de informações e conteúdos sobre a cultura afro-brasileira”, ou seja, incentivar e produzir conhecimento.

Além de estreitar a parceria com a Biblioteca Nacional, Associações de Pesquisadores(as) Negros(as), Editoras e outros segmentos afins, como também, incentivar a realização de Encontros de Escritores(as) e Poetas Negros(as) e de Feiras Literárias, o presidente entende que cabe ao CNIRC registrar, sistematizar e difundir os saberes negros produzidos em espaços diversos, a exemplo das rodas de capoeira, carnaval, templos religiosos, comunidades rurais e nas movimentações político-culturais.

No Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro, setor que trata do reconhecimento de terras ocupadas pelas comunidades remanescentes dos quilombos e das religiões de matriz africana, entre outras ações voltadas ao nosso vasto patrimônio cultural, é onde está sua maior preocupação. “No que diz respeito às terras quilombolas, reconhecendo alguns avanços, principalmente, por conta da atenção dada na gestão do professor Ubiratan Castro, ou se cria uma frente para uma solução colegiada, afim de fortalecer a legislação em prol das comunidades, ou continuaremos tratando de uma das demandas mais urgentes e sensíveis a passos de tartaruga”, destaca Cobra.

“É urgente o empenho de todas e de todos, inclusive das organizações civis no sentido de encontrar uma solução definitiva para que essas comunidades tenham o que lhes é de fato e de direito: a titulação definitiva de suas terras e suas necessidades sociais e culturais atendidas”, defende.

No Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira, área na qual atua mais diretamente, Hilton Cobra afirma que buscará criar “meios capazes de atender às demandas dos artistas e produtores negros brasileiros, propondo um maior entendimento, junto a outros órgãos do MinC, principalmente, Funarte, Ancine , Sav e empresas pública e privada, para uma solução equilibrada e definitiva para o que hoje é o nosso grande problema: Captação”.

“Já foram pensados e propostos inúmeros mecanismos, os quais mostraram-se insuficientes, porque o racismo institucional é evidente. Se não chegarmos a um acordo, nossa proposta é que o MinC institua uma política de cotas para a arte e cultura negras”, destaca.

De acordo com o presidente, uma das prioridades da gestão será a criação e construção do Museu Nacional Afro-brasileiro de Cultura e Memória, espaço que será gerenciado pela Fundação Cultural Palmares. Os princípios fundamentais do museu serão a valorização da dignidade humana, a promoção da cidadania, a universalidade do acesso ao rico universo cultural africano e afro-brasileiro, o intercâmbio institucional, expressos de forma dinâmica e tendo como referência as experiências negras na África e na diáspora.

“Este museu será também um importante laboratório para a Lei 10.639/2003, dando suporte aos diversos profissionais do campo da educação e da pesquisa em diferentes áreas do saber e disponibilização de materiais didáticos em distintas linguagens”, ressalta.

Entre outros objetivos está a implantação de um plano de ações para a Década dos Povos Afrodescendentes, decênio proposto pela ONU, após debates em torno do racismo e das situações social, econômica e política da população negra mundial.  No bojo da programação, que a FCP pretende desenvolver, está a proposta de reexaminar ações desenvolvidas pela instituição no universo internacional, a exemplo do Encontro Afro-latino, da Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora, do Quilombos das Américas, Rota do Escravo, Conexão Brasil-África e outros.

“É preciso prospectar o que resultou desses eventos e com isenção e maturidade avaliar seus efeitos e o potencial que os mesmos têm no fortalecimento da FCP em âmbito internacional. Com essa consciência, a reedição desses eventos será repensada”, disse. “O desenvolvimento de ações que dêem visibilidade a população negra em âmbitos nacional e internacional e a implementação de políticas de cultura de Estado contribuirão para a democratização da cultura”, acredita.

Para o presidente, nada em sua proposta de gestão é sonho ou entusiasmo demasiado. “É compromisso, é necessário e absolutamente possível de se realizar, porque o que de fato faltava enquanto responsabilidade nossa era uma equipe afinada, com autoestima elevada e força de trabalho e isso já estou percebendo que nos sobrará. Faltava também vontade política e isso já estou percebendo que sobra na ministra Marta Suplicy. Estamos aqui para fazer a diferença”, conclui.

Reconhecimento

“Não posso deixar de parabenizar a equipe da FCP pela dedicação, que mesmo trabalhando em condições adversas, certamente foi decisiva para a sobrevida da instituição. Lembro também  as importantes contribuições dos meus antecessores Carlos Moura, Adão Ventura, Joel Rufino, Dulce Maria Pereira, Ubiratan Castro, Zulu Araújo e Eloi Ferreira. À todos e todas  afirmo que chego para somar e fazer trepidar os alicerces para atingirmos os objetivos pelos quais essa Fundação foi criada. Agradeço a todos que torcem pelo sucesso dessa minha nova empreitada, à equipe do MinC e da FCP que me acolheram e à ministra Marta Suplicy pela confiança”.

terça-feira, 12 de março de 2013

A casa tradicional ASSOBECATY, passa estar plugada com o mundo digital a partir de uma parceria com o Governo Federal

Na próxima  sexta-feira, 15 de março, Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá - ASSOBECATY , aos seus 79 anos de resistência e 25 de identidade jurídica, irá celebrar com muita honra em ser o primeiro terreiro do Brasil a inaugurar o Telecentro BR, um equipamento digital, é uma política pública. A comunidade do bairro Santa Rita a partir desta data, dispõe de um importante canal para a educação, cidadania e lazer.

Foto: Hoje tivemos a imensa alegria de obtermos a informação da Seppir, que ASSOBECATY vai ser o 1º Terreiro Brasil  a receber a instalação do Telecentro BR. Aguardem mais informaçõee  e contamos com a presença de todos neste passo histórico.O telecentros br é um esforço do Governo Federal,  sob orientação da Presidência da República, de coordenação do apoio aos espaços públicos e comunitários de inclusão digital a prestação do apoio será em conexão, computadores. para a capacitação e educação de jovens e adultos e possibilitar o acompanhamento e a execução de benefícios e direitos da população local, bem como proporcionar oportunidades de leitura e lazer.

A casa tradicional passa estar plugada com o mundo a partir de uma parceria entre o Governo Federal , representado pela Secretaria de Promoção de Políticas Públicas a Igualdade Racial - SEPPIR e Ministério das Comunicações a MIC, que visam promover a inclusão digital no País, inclusive em comunidades tradicionais de terreiros do Brasil.

 

Acompanhe mais ; http://inclusaodigitalnoaxe.blogspot.com.br/

CONEXÃO AFRO conexaoafro@gmail.com
Falar com Mãe

1º Telecentro BR no Axé da ASSOBECATY

Foto: Hoje tivemos a imensa alegria de obtermos a informação da Seppir, que ASSOBECATY vai ser o 1º Terreiro Brasil  a receber a instalação do Telecentro BR. Aguardem mais informaçõee  e contamos com a presença de todos neste passo histórico.

domingo, 10 de março de 2013

SEPPIR , MINC VÃO INAUGURAR O 1º TELECENTRO BR EM TERREIRO DO BRASIL

Convite telecentro

Associação Beneficente Cultural Africana  Templo  de  Yemanjá ASSOBECATY inaugura, na noite da próxima sexta-feira (15), na  sede do Ilê- Ong, localizado na cidade de Guaíba (RS) . A parceria do Ministério das Comunicações e Secretária Especial de Políticas de  Promoção a Igualdade  é  levar o programa de inclusão digital , para as comunidades tradicionais. Será  instalado pela 1ª vez  o TELECENTRO BR, numa casa de comunidade tradicional de terreiros, é um instrumento público que irá atender além da comunidade de axé, irá extender essa política  pública de ponta aos cidadões do entorno. 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Mãe Carmen de Oxalá e Secretária Marcia Santana, dentro das comemorações do dia 08 de março de 2013.

A luta continua, até que o executivo me prove contrário, eu continuo sendo a Presidenta eleita do CODIM- Guaíba. Estamos reforçando o TIME, no nosso entendimento é buscar conhecimento das política publicas em âmbito nacional e estadual para provocar autonomia para as mulheres.101_2436

Dentro das comemorações do dia  08 de março 2013, Mãe Carmen de Oxalá com a Secretaria Políticas Mulheres Marcia Santana.

Bons Presságios : Mãe Carmen de Oxalá–Assobecaty, Richard Serraria e Joner Produções, parceria que aponta só uma saída, dará frutos mais à frente.

Aqui imagens do primeiro encontro com o músico gaúcho Richard Serraria e Mãe Carmen de Oxalá na Joner Produções. Essa parceria aponta, que só existe uma saida, dará frutos mais à frente.

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É só uma questão de tempo, aguardem !

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Realizamos  uma reunião de trabalho,  onde afinamos uma perspectiva de realizar um projeto. Aguardem !

sexta-feira, 1 de março de 2013

Assobecaty, lugar de aconchego espiritual e principios africanos

ASSOBECATY- É um lugar de aconchego espiritual buscando o alinhamento perfeito entre o conforto e a convivência com os principios africanos, que Sandra de Xangô veio buscar o fortalecimento  para levar esse axé para   Pelotas.101_2431

As duas almoçaram na Churrascaria Nova Bréscia.

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Sandra de Xangô, após ter sido submetida aos rituais sagrados  foi conduzida por  Mãe Carmen de Oxalá até a rodoviária de Porto Alegre, para embarcar para sua cidade de origem ás 23:00.