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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Mãe Carmen de Oxalá é nova Coordenadora da Comissão Acompanhamento da pesquisa socioeconômica e cultural das comunidades tradicionais de terreiros, no sul do país

Mãe Carmen de Oxalá  é a nova coordenadora da Comissão de Acompanhamento da Pesquisa Socioeconômica e Cultural das Comunidades Tradicionais de Terreiros fotos 10 079. Na reunião final do mapeamento do Axé, Mãe Carmen de Oxalá, por aclamação tomou posse como coordenadora da Comissão , que foi  um dos critérios da metodologia para a realização do inventário de terreiros no Rio Grande do Sul.

A pesquisa foi executada pela Associação Filmes de Quintal, a solicitação foi o MDS,Ministéio do Desenvolvimento Social, Fundação Cultural Palmares, SEPIR - Secretaria Especial de Politicas para a Igualdade Racial e UNESCO.

Conhecendo-se a história de luta de Mãe Carmen de Oxalá, a escolha não poderia ser melhor. Filha biológica e sucessora de Mãe Quina de Yemanjá  no terreiro tradicional ASSOBECATY- Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá,  ela vem travando uma batalha há 3 anos , com o poder público do Municipio de Guaiba, pelo restauro da Gruta de Oxum da Praia da Alegria  e a Praça na Pedra de Xangô, processo que delata o descaso e ação intolerante com o sentimento de pertencimento dos  religiosos de matriz africana  sobre os Patrimônio Imaterial.

Parabéns a Mãe Carmen de Oxalá  muito axé em mais essa luta .

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

ASSOBECATY seleciona jovens para o Telecentro BR, Telcentro e Bibilhoteca Moab Caldas

O Terreiro tradicional de Mãe Carmen de Oxalá , assim reconhecido, mas também identificado como  uma das maiores referências  sócio-culturais  do estado do Rio Grande do Sul, pelo  pioneirismo de implantar no ano de 1994 , a Biblioteca Moab Caldas, dentro de um espaço de religião afro. Para quem não sabe, a mesma foi a primeira no bairro Jardim Santa Rita, atendendo alunos e a comunidade do bairro, inclusive tiveram por alguns anos, apoio da Secretaria Municipal de Educação, que cediava  professores para o atendimento ao público. A entidade enfrentou a  falta de recursos para atualizá-la,  a falta de vontade politica de apoiar a iniciativa, essa ação provocou o impacto nas escolas do bairro  municipais e estadual, que  foram se organizando e implantando bibliotecas  na seguência  houve a explosão  tecnologia,  esses são alguns  fatores que tornaram o espaço obsoleto.


"Somos protagonistas em comunicação", essas são as palavras de Mãe Carmen de Oxalá  e  foi com  essa convicção,  que levou a religiosa a discutir em todas as instâncias oficiais a comunicação comunitária, como direito igual para os afroreligiosos, e esse diálogo culminou  no Ministério da Comunicações, por alguns anos, ao  apresentar os argumentos e fundamentações foi agregando simpatia e apoio de profissionais  conceituados de comunicação do país. Por questões  legais , já havia outro pedido oficial de rádio comunitaria, no mesmo bairro , foi suficiente para o ministério das comunicações arquivar o processo.


Da mesma forma esse arquivamento não foi suficiente para cessar o diálogo  revendicatório, nesse no ano  a diretora da Assobecaty,  que havia respondido o edital para telecentros foi recentemente contemplado pelos Ministério das  Comunicações, Ministério de Planejamento Ministério de tecnologia, Ministerio da Cultura e Seppir com o Programa Telecentro BR, ele será o instrumento de revitalização da Bibilhoteca Moab Caldas. Por essas questões a entidade torna pública a seleção  para bolsista remunerado, com duração de um ano pago pelo governo federal um bolsa, devendo os candidatos interessados entregar currículo impresso na Rua Wenceslau Fontoura, 226, Santa Rita; possuir idade entre 16 e 29 anos, possuir ou estar cursando o ensino médio, mediante compravação de matrícula e frequência. Os candidatos ainda deverão ter disponibilidade de 6 horas diárias, incluídas as horas de participação de curso à distância integrado ao Programa Telecentros BR; ter capacidade de dialógo, capacidade de facilitar a formação de novas lideranças, ter trajetória de envolvimento participativo na comunidade e ter capacidade de mobilização.


Informamos aos interessados que tais requisitos mencionados são critérios próprios do programa e unificados a nível nacional. A seleção será feita pela Psicóloga da ONG e acompanhada pelo Conselho Fiscalizador da entidade, eleito em assembléia prévia promovida pela mesma. Informações podem também ser obtidas  com Débora - Psicóloga da ONG - celular (51) 84030469 e Carmen Lúcia - Gestora e Presidente da ASSOBECATY - celular (51) 84945770.

terça-feira, 27 de julho de 2010

O MARCO HISTÓRICO ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL A EGBOMY CONCEIÇÃO REIS DE OGUM–REPRESENTA A RELIGIÃO AFRO

Data: 21/07/2010

Prestigiada por autoridades e grande público, cerimônia valoriza militância negra

Solenidade de Sanção do Estatuto da Igualdade Racial

O Salão Brasília do Palácio do Itamaraty, que já comportou tantas e tão importantes solenidades oficiais, foi o lugar escolhido para a sanção do Estatuto da Igualdade Racial, pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Primeira lei a dispor sobre os direitos da população negra brasileira, o Estatuto foi sancionado, dia 20 de julho, sem veto a nenhum dos seus 65 artigos. Tanto o presidente quanto o Ministro da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araujo, discursaram sobre a importância de reparação de uma dívida histórica com os afro-brasileiros.

“Hoje nós estamos um pouco mais negros; um pouco mais brancos; e um pouco mais em paz”, disse o Presidente Lula ao fim de seu discurso. Nele, afirmou, ainda, que para se continuar avançando nas mudanças sociais e na promoção da igualdade racial no país, ia precisar daqueles que criticaram as mudanças que o Estatuto sofreu no Senado. O presidente referia-se aos que se opuseram à redação final do documento que tramitou por cerca de dez anos pelas duas casas legislativas. Na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o Estatuto teve suprimido, pelo Senador Demóstenes Torres, presidente da comissão e relator da matéria, o capítulo que assegurava cotas para negros nas universidades públicas. Esta emenda supressiva foi uma das que provocou maior discordância e protestos em parcelas dos movimentos sociais negros.

Mas, na opinião do presidente Lula, era melhor ver aprovado o texto, com alguns benefícios garantidos, do que ficar a matéria parada mais 150 anos nas gavetas do Congresso. Já o ministro Eloi esclareceu que o Estatuto é um diploma de ações afirmativas, e que as cotas estão entre elas. Portanto, mesmo suprimindo a palavra do texto da nova lei, as cotas, como “um meio de ação afirmativa”, continuam asseguradas pelo documento. Também de acordo com o Ministro da SEPPIR, o Estatuto é o instrumento legal a ser usado para se garantir que sejam mantidas as cotas na Universidade de Brasília (UnB). Esta modalidade de ação afirmativa, que vigora naquela instituição, vem sendo contestada por setores da sociedade e foi motivo da audiência pública realizada pelo Supremo Tribunal Federal, em março deste ano.

  - Nada disso teria acontecido se o Brasil dependesse daqueles que entraram até com recurso no STF contra as cotas afirmativas que criamos para a juventude pobre e negra”, afirmou o presidente Lula, referindo-se aos avanços citados tanto por ele, quanto por Eloi Ferreira, ocorridos na direção da promoção da igualdade racial no Brasil.

A cerimônia levou dezenas de pessoas ao local, entre autoridades, convidados ligados aos movimentos negros, representantes de comunidades de religião de matriz africana, crianças integrantes de grupos de capoeira, entre outros. Na ocasião, também foi sancionada a lei que cria a Universidade Federal da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), cuja sede será na cidade de Redenção, no Ceará.

Do sul-africano Nelson Mandela ao ativista e ex-senador Abdias Nascimento, passando pelo marinheiro negro João Cândido, que capitaneou a Revolta da Chibata, em 1910, e ainda, pelas mães e pais de santo que protagonizaram a resistência nos terreiros de candomblés e umbanda, perseguidos ao longo de décadas, vários foram os personagens citados por Eloi Ferreira como protagonistas da luta negra no Brasil. “O estatuto coroa o esforço de muitos e muitos anos” de valorosos e inúmeros militantes, destacou o Ministro.

No salão, o público dividiu o espaço com autoridades tais como, os ministros Fernando Haddad, da Educação; Celso Amorim, das Relações Exteriores, Juca Ferreira, da Cultura; Carlos Eduardo Gabas, da Previdência Social; Márcia Lopes, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Orlando Silva, do Esporte; Márcio Fortes, das Cidades, e ainda Nilcéa Freire, da Secretaria de Políticas das Mulheres e Paulo Vanucchi, da Secretaria de Direitos Humanos. Também estiveram presentes Cid Gomes, governador do Estado do Ceará, assim como os senadores Paulo Paim (PT/RS) e Inácio Arruda (PC do B/CE), e os deputados federais Edson Santos (PT/RJ), José Eduardo Cardoso (PT/SP), José Pimentel (PT/CE) e Mauro Benevides (PMDB/CE).

Comunicação / SEPPIR/PR

egbomy conceição, eloi ferreira e lula

Egbomy Conceição, Ministro Eloi Ferreira de Araujo e Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Acesse aqui um trecho do discurso do Presidente Lula.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Plenária debate Colegiado Setorial de Culturas Populares do Estado

Plenária debate Colegiado Setorial de Culturas Populares do Estado

04.07.2011

A Secretaria de Estado da Cultura realizou nesse domingo (03) a plenária de Culturas Populares do Estado, a quarta das nove setoriais, para a formação do Conselho Estadual de Cultura. Por meio da diretoria da Cidadania Cultural da Sedac, com suas três coordenações: Diversidade Cultural, Culturas Populares e Política de Pontos de Cultura  cumpre uma agenda de plenárias estaduais com as Setoriais que compõe o mapa da cultura do Rio Grande do Sul.

O diretor da Cidadania Cultural da Sedac, Marcelo Azevedo conduziu os painéis das políticas da Secretaria de Cultura do Estado para o próximo período, apresentou a Diretoria de Cidadania Cultural e as diretrizes apontadas na Conferência Cultura para o Rio Grande Crescer.  A mesa de debates foi composta por Ivo Benfatto, integrante do Colegiado Setorial de Culturas Populares do MinC, com os relatos da instalação do Conselho Nacional de Políticas Culturais – CNPC.

O evento foi realizado no Instituto de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e contou com atividade cultural de dança do Grupo de Hip-Hop do Centro de Dança Flávia Silveira, do município de Gravataí.

Sandro Santos, coordenador de Culturas Populares da Secretaria da Cultura, fez a explanação da Estruturação, Institucionalização e Implementação do Sistema Estadual de Cultura, do Plano Estadual de Cultura e do Colegiado Setorial de Culturas Populares. Participaram dos debates do Colegiado, vários grupos culturais e instituições da sociedade civil organizada. A coordenação dos encaminhamentos da Plenária ficou a cargo do coordenador da Política de Pontos de Cultura, João Pontes, da coordenadora da Diversidade Cultural, Lanna Campos.

Respeitando critérios como representação regional, pertencimento a seguimentos e participação presencial na própria Assembléia, forma definidos os seguintes nomes para compor um total de 10 (dez) vagas para a Sociedade Civil e 05 (cinco) vagas de representação governamental, conforme segue abaixo:

Representação Sociedade Civil

1.    Povos indígenas – Instituto Kaingang

2.    Capoeira – Mestre Bolívar

3.    Diversidade – LGBTT – SOMOS.

4.    Comunidades Tradicionais de Terreiro – Assobecaty

5.    Fórum dos Pontos de Cultura

6.    Tradição e Folclore: Cia Renascença / Comissão Gaúcha de Folclore

7.    Artesanato – Associarte

8.    Hip Hop – Fabiana Menini

9.    Carnaval – Liga Carnavalesca da Serra, Liga da Metade Sul e AECPARS

10.. Movimento Social: ONG Movimentação

Representação Governamental ( Obs.: a definição da última representação ficará a critério da Sedac em momento posterior).

1.    IPHAE

2.    Diretoria da Cidadania Cultural.

3.     Núcleo de Cultura da Universidade Federal de Rio Grande

4.    Secretaria Estadual de Mulheres do RS

Texto e foto : João Prudêncio

Plenária debate Colegiado Setorial de Culturas Populares do Estado

Plenária debate Colegiado Setorial de Culturas Populares do Estado

04.07.2011

A Secretaria de Estado da Cultura realizou nesse domingo (03) a plenária de Culturas Populares do Estado, a quarta das nove setoriais, para a formação do Conselho Estadual de Cultura. Por meio da diretoria da Cidadania Cultural da Sedac, com suas três coordenações: Diversidade Cultural, Culturas Populares e Política de Pontos de Cultura  cumpre uma agenda de plenárias estaduais com as Setoriais que compõe o mapa da cultura do Rio Grande do Sul.

O diretor da Cidadania Cultural da Sedac, Marcelo Azevedo conduziu os painéis das políticas da Secretaria de Cultura do Estado para o próximo período, apresentou a Diretoria de Cidadania Cultural e as diretrizes apontadas na Conferência Cultura para o Rio Grande Crescer.  A mesa de debates foi composta por Ivo Benfatto, integrante do Colegiado Setorial de Culturas Populares do MinC, com os relatos da instalação do Conselho Nacional de Políticas Culturais – CNPC.

O evento foi realizado no Instituto de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e contou com atividade cultural de dança do Grupo de Hip-Hop do Centro de Dança Flávia Silveira, do município de Gravataí.

Sandro Santos, coordenador de Culturas Populares da Secretaria da Cultura, fez a explanação da Estruturação, Institucionalização e Implementação do Sistema Estadual de Cultura, do Plano Estadual de Cultura e do Colegiado Setorial de Culturas Populares. Participaram dos debates do Colegiado, vários grupos culturais e instituições da sociedade civil organizada. A coordenação dos encaminhamentos da Plenária ficou a cargo do coordenador da Política de Pontos de Cultura, João Pontes, da coordenadora da Diversidade Cultural, Lanna Campos.

Respeitando critérios como representação regional, pertencimento a seguimentos e participação presencial na própria Assembléia, forma definidos os seguintes nomes para compor um total de 10 (dez) vagas para a Sociedade Civil e 05 (cinco) vagas de representação governamental, conforme segue abaixo:

Representação Sociedade Civil

1.    Povos indígenas – Instituto Kaingang

2.    Capoeira – Mestre Bolívar

3.    Diversidade – LGBTT – SOMOS.

4.    Comunidades Tradicionais de Terreiro – Assobecaty

5.    Fórum dos Pontos de Cultura

6.    Tradição e Folclore: Cia Renascença / Comissão Gaúcha de Folclore

7.    Artesanato – Associarte

8.    Hip Hop – Fabiana Menini

9.    Carnaval – Liga Carnavalesca da Serra, Liga da Metade Sul e AECPARS

10.. Movimento Social: ONG Movimentação

Representação Governamental ( Obs.: a definição da última representação ficará a critério da Sedac em momento posterior).

1.    IPHAE

2.    Diretoria da Cidadania Cultural.

3.     Núcleo de Cultura da Universidade Federal de Rio Grande

4.    Secretaria Estadual de Mulheres do RS

Texto e foto : João Prudêncio

sexta-feira, 7 de maio de 2010

MARIA OSCARLINA

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Maria Oscarlina,
Negra, mulher militante orgânica do movimento social negro e de mulheres negras, defensora das questões da criança e juventude negra, presença definida nos bandeiras de luta contra as intolerâncias e discriminações desta sociedade, em busca de uma igualdade, que como outras não conseguiram vivenciar. Porém  nos deixa a tarefa de  continuar no caminho que trilhaste e avançar por tantos quantos forem necessários, dias, meses ou anos para a realização deste novo mundo. Passastes auros anos da tua vida semeando esta semente, por vários lugares deste Brasil.  Iniciada na Matriz Africana com um perfil  de resistência, preservação e tradição como identidade. Foste idealista pela liberdade de expressão no respeito aos Orixás, no cultivo das ervas sagradas e , em todos os exemplos que deixastes, pregastes a sabedoria natural, com tua maneira de ser e teu modo de vida.
Hoje não te faz mais presente aos nossos olhos, porém permaneceras viva na memória de todos que contigo conviveram. Em cada canto desta cidade onde nascentes e te criastes, uma lembrança...!  O que te fará presente apesar do estado imaterial que agora és.Teu terreiro te amou, e sentirá muita saudade, mas entendeu que Oxalá assim demarcou, que voltarias a massa origem neste dia 7 de maio de 2010, 55 anos foi o tempo de deixares a marca de tua passagem nesse plano, irmãos, filhos, netos, amigos, ações, dedicação e conhecimento.
Nós do Centro Memorial de Matriz Africana 13 de Agosto,tua mãe e irmãos te reconhecemos e fomos felizes por te-la conosco nos últimos 16 anos de tua vida, e prestamos esta simples e sincera homenagem em tua viagem para outro plano, onde renasceras com certeza com todo o brilho que sempre tivestes.
                                                  
                                                 
                                                     Centro Memorial de Matriz Africana 13 de Agosto
                                                                      Yá Vera Soares e Filhos de Axé