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sábado, 10 de dezembro de 2011

Ator diz estar 'enjoado' com chefe que mandou negra alisar o cabelo

TATIANA SANTIAGO
DO "AGORA"
EMILIO SANT'ANNA
DE SÃO PAULO

Quando o primeiro cabelo "black power" chegou por aqui, na cabeça de Tony Tornado, 81, logo foi evidente que era parte do movimento de afirmação racial dos negros. Nesta semana, 41 anos depois, o ator ficou "enjoado" ao saber que o penteado ainda causa preconceito.

Tony não queria acreditar quando leu, no Facebook, o caso da estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, 19.

Ela afirma ter sido alvo de racismo no colégio Internacional Anhembi Morumbi, no Brooklin, zona sul de São Paulo, onde é estagiária.

Assim como Tony, Ester é negra. Seu cabelo é crespo, bate nos ombros. Ela preserva o volume natural dos cachos.

Jefferson Coppola/Folhapress

Ester Cesário, 19, que acusa chefe de ter mandado que ela alisasse os cabelos crespos para trabalhar

Ester Cesário, 19, que acusa chefe de ter mandado que ela alisasse os cabelos crespos para trabalhar

Segundo Ester, em seu primeiro dia de trabalho como assistente de marketing, no dia 1º de novembro, a diretora do colégio reclamou de uma flor presa em seu cabelo e pediu para deixá-los presos.

Dias depois, a diretora a teria chamado novamente para reclamar do cabelo.

Dessa vez, conta Ester, a mulher foi além: disse que compraria camisas mais longas para que a funcionária escondesse seus quadris.

"Como você pode representar nosso colégio com esse cabelo crespo?", indagou a diretora, segundo a jovem.

Ainda de acordo com a estagiária, a diretora contou que já teve cabelos crespos, mas os alisou para se adequar ao padrão de beleza exigido.

Foi a gota d'água para a estagiária procurar a polícia. Ester registrou um boletim de ocorrência na Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância).

"A discriminação me afetou de tal forma que eu não consigo mais me olhar no espelho e mexer no meu cabelo. Ela [a diretora] mexeu com meu emocional. Estou triste e choro a todo instante", diz.

Para o professor de direito constitucional da Fundação Getulio Vargas (FGV), Oscar Vilhena Vieira, casos como o de Ester são flagrantes desrespeitos à Constituição.

Segundo ele, o caso pode gerar uma ação cível ou criminal. "Para isso, é preciso que fique demonstrada a intencionalidade da discriminação", explica.

Rodrigo Capote-22.jul.11/Folhapress

Tony Tornado, 81, canta no festival "Black na Cena"; artista conta ter ficado "enjoado" com a história

Tony Tornado, 81, canta no festival "Black na Cena"; artista conta ter ficado "enjoado" com a história de Ester

Para Tony, os 41 anos que se passaram desde que se tornou o primeiro a usar um "black power" não foram suficientes para acabar com o preconceito no país.

"Depois que vi a história, fiquei enjoado, pensando como pode acontecer uma coisa dessas em 2011."

OUTRO LADO

O colégio Internacional Anhembi Morumbi afirma, em nota, que a direção da escola e o restante da equipe de funcionários com a qual Ester trabalha nunca teve a intenção de causar qualquer constrangimento.

De acordo com a nota, o colégio possui um modelo de aprendizagem inclusivo, que abriga professores, estudantes e funcionários de várias origens e tradições religiosas.

O uso de uniformes por alunos e funcionários é exigido para que o foco da atenção saia da aparência. A instituição afirma que ainda não foi notificada oficialmente sobre o boletim de ocorrência registrado pela estagiária.

O colégio também afirma que entende que o respeito às diferenças é um assunto sério e, por isso, colocou formalmente esse tema em seu estatuto e na grade curricular.

--
Luciano Cenci

71 96468414 / 34849199

www.atitudesmusicais.blogspot.com

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A cultura brasileira está de luto !

Faleceu hoje, 9 de dezembro, às 15 horas em Salvador, o Mestre João Pequeno de Pastinha, o baluarte da capoeira angola !!!

Aos 94 anos de idade, o mais velho mestre de capoeira em atividade, partiu para as "terras de Aruanda"

De lá continuará a iluminar os caminhos dos que respeitam e valorizam a nossa cultura popular !!!

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno)

Ator diz estar 'enjoado' com chefe que mandou negra alisar o cabelo

 

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TATIANA SANTIAGO
DO "AGORA"
EMILIO SANT'ANNA
DE SÃO PAULO

Quando o primeiro cabelo "black power" chegou por aqui, na cabeça de Tony Tornado, 81, logo foi evidente que era parte do movimento de afirmação racial dos negros. Nesta semana, 41 anos depois, o ator ficou "enjoado" ao saber que o penteado ainda causa preconceito.

Tony não queria acreditar quando leu, no Facebook, o caso da estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, 19.

Ela afirma ter sido alvo de racismo no colégio Internacional Anhembi Morumbi, no Brooklin, zona sul de São Paulo, onde é estagiária.

Assim como Tony, Ester é negra. Seu cabelo é crespo, bate nos ombros. Ela preserva o volume natural dos cachos.

Jefferson Coppola/Folhapress

Ester Cesário, 19, que acusa chefe de ter mandado que ela alisasse os cabelos crespos para trabalhar

Ester Cesário, 19, que acusa chefe de ter mandado que ela alisasse os cabelos crespos para trabalhar

Segundo Ester, em seu primeiro dia de trabalho como assistente de marketing, no dia 1º de novembro, a diretora do colégio reclamou de uma flor presa em seu cabelo e pediu para deixá-los presos.

Dias depois, a diretora a teria chamado novamente para reclamar do cabelo.

Dessa vez, conta Ester, a mulher foi além: disse que compraria camisas mais longas para que a funcionária escondesse seus quadris.

"Como você pode representar nosso colégio com esse cabelo crespo?", indagou a diretora, segundo a jovem.

Ainda de acordo com a estagiária, a diretora contou que já teve cabelos crespos, mas os alisou para se adequar ao padrão de beleza exigido.

Foi a gota d'água para a estagiária procurar a polícia. Ester registrou um boletim de ocorrência na Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância).

"A discriminação me afetou de tal forma que eu não consigo mais me olhar no espelho e mexer no meu cabelo. Ela [a diretora] mexeu com meu emocional. Estou triste e choro a todo instante", diz.

Para o professor de direito constitucional da Fundação Getulio Vargas (FGV), Oscar Vilhena Vieira, casos como o de Ester são flagrantes desrespeitos à Constituição.

Segundo ele, o caso pode gerar uma ação cível ou criminal. "Para isso, é preciso que fique demonstrada a intencionalidade da discriminação", explica.

Rodrigo Capote-22.jul.11/Folhapress

Tony Tornado, 81, canta no festival "Black na Cena"; artista conta ter ficado "enjoado" com a história

Tony Tornado, 81, canta no festival "Black na Cena"; artista conta ter ficado "enjoado" com a história de Ester

Para Tony, os 41 anos que se passaram desde que se tornou o primeiro a usar um "black power" não foram suficientes para acabar com o preconceito no país.

"Depois que vi a história, fiquei enjoado, pensando como pode acontecer uma coisa dessas em 2011."

OUTRO LADO

O colégio Internacional Anhembi Morumbi afirma, em nota, que a direção da escola e o restante da equipe de funcionários com a qual Ester trabalha nunca teve a intenção de causar qualquer constrangimento.

De acordo com a nota, o colégio possui um modelo de aprendizagem inclusivo, que abriga professores, estudantes e funcionários de várias origens e tradições religiosas.

O uso de uniformes por alunos e funcionários é exigido para que o foco da atenção saia da aparência. A instituição afirma que ainda não foi notificada oficialmente sobre o boletim de ocorrência registrado pela estagiária.

O colégio também afirma que entende que o respeito às diferenças é um assunto sério e, por isso, colocou formalmente esse tema em seu estatuto e na grade curricular.

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Luciano Cenci

71 96468414 / 34849199

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O Ilê de Mãe Carmen de Oxalá, conquistando novas alianças e fortalesce o terreiro e promove a Rede Cultura na Rua

 

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Por motivo de termos inúmeras atividades referentes a semana da consciência negra, da mesma forma uma agenda carregada com compromissos de viagens, seminários, palestras e obrigações religiosas estamos postando fotos, fragmentos de momentos , vivenciados a mais de dois meses.

No inicio do mês de novembro recebemos a visita do Coordenador do Coral ASCORG, Reinaldo Rodrigues, simpático e atencioso se prontificou a ser um colaborador nas atividades musicais que serão apresentados nos eventos realizados na gestão da Assobecaty – Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá , com a  Rede Cultura na Rua. O engenheiro mecânico , também coordena um grupo vocal que se chama Paz e Harmonia o qual esta a disposição do Ilê, que vem conquistando novas alianças para fortalescer os Micro-projetos Mais Cultura, do Pronasci.

Enviar mensagem :
conexaoafro@gmail.com
CampanhaAno Internacional dos Povos Afrodescendentes 2011; clique aqui para acessar a página oficial do Ano

Juíza Luislinda vai receber cargo de desembargadora; Vitória das mulheres negras, diz Mãe Carmen de Oxalá

 

Ao ler a matéria  transcrita na integra, abaixo me abasteci de esperança de dias melhores. Mãe Carmen de Oxalá.

Em sessão ordinária realizada nesta terça-feira (6), em Brasília, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que a juíza baiana Luislinda Valois fosse promovida ao cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O CNJ utilizou como argumento principal o critério de antiguidade para a concessão da promoção. O relator do caso, Jorge Hélio Chaves de Oliveira, e todos os demais conselheiros decidiram de forma unânime em prol do requerimento.

"É o reconhecimento da luta de uma mulher negra, rastafári, que conseguiu sair vitoriosa deste processo. É uma conquista para o povo negro da Bahia", afirmou  Luislinda, primeira juíza negra do Brasil. Desde agosto de 2010, ela ocupava o cargo de desembargadora substituta no TJ. Com a proximidade da aposentadoria compulsória, a nomeação de Valois como desembargadora titular poderia não ocorrer.
De acordo com a juíza, que acompanhou toda a audiência, o Tribunal deverá agora organizar a data da posse e a cerimônia oficial.

Sobre Valois
Valois foi a primeira juíza negra a proferir uma sentença contra o racismo no Brasil. Ela trabalhou no interior baiano até ser promovida para Salvador, em 1993. A juíza foi a responsável por reativar dezenas de Juizados Especiais em municípios da Bahia e criou e instalou a Justiça Itinerante e o Juizado Itinerante Marítimo.

Fonte: Correio da Bahia

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

MULHERES NEGRAS SÃO HOMENAGEADAS NA CÂMARA DOS VEREADORES NO RIO DE JANEIRO.

 

No ano Internacional do (a) Afrodescendente o Comdedine - Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro – realiza em parceria com ONG Estimativa uma homenagem às mulheres negras. O evento acontece nesta sexta-feira, dia 09 de novembro, às 18h, na a Câmara Municipal dos Vereadores do Rio de Janeiro. Cerca de vinte mulheres negras que se destacaram durante este ano serão homenageadas. Haverá um seminário sobre a presença das mulheres negras na área da educação, no mercado de trabalho e no movimento negro.

O Comdedine é uma organização de consulta e interação da comunidade negra com a cidade carioca, criado a partir do Decreto número 6.684 de 28 de maio de 1987. A sua missão é assessorar a prefeitura do Rio de Janeiro no desenvolvimento de políticas de Combate ao Racismo. E para isso, desenvolve projetos e campanhas que favorecem a integração e ascensão da população negra em todos os setores da sociedade. As atribuições bem como o seu funcionamento e sua constituição são regidos pela Lei N° 1370, de 29 de dezembro de 1998.O Comdedine é uma instância da prefeitura que constrói sua história de acordo com a participação popular.

Serviço:

Evento: Homenagem às Mulheres Negras na Câmara Municipal dos Vereadores/ RJ

Onde? Praça Floriano Peixoto, S/N – Cinelândia.

Horário: 18h

Realização: Comdedine

Produção: Estimativa

Conheça mais sobre o Comdedine em: www.comdedinerj.blogspot.com

www.estimativa.org.br

Convite - Mansu Nangetu Mansubando Kekê Neta


Convidamos você e sua família para participar do Xirê rià Angola “Kizoomba riá N´Zumbarandá” (Festa de N´Zumbarandá), na ocasião será apresentado o novo Taata do Mansu Nangetu, filho de Lembá (Carlos Felipe); Nguecè Kamuxi Muvu ni Muzenza Sitalum´banda (obrigação de 1 ano da Muzenza Sitalum´banda (Kate Wasques) e a entrega do Kinjingu ao Tat´etu Diangamuxí (Esmael Tavares).
Dia: 17 de dezembro de 2011 (Sábado)
Hora: 19h
Local: Terreiro Mansu Nangetu Mansubando Kekê Neta
(Travessa Pirajá, 1194, Bairro do Marco - Belém-PA)
Ps.: Em respeito ao Nkinse Lembá, solicita-se o uso de trajes da cor branca.
Agradecemos sua presença!
Mam´etu Nangetu uá N´Zaambi

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Postado por Projetos Nangetu no Instituto Nangetu em 12/06/2011 11:58:00 AM