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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Manifestação na Praça Saldanha Marinho homenageia vítimas de incêndio

Religiosos de matriz africana fizeram roda de orações na noite desta quarta-feira

Atualizada às 22h05min

Os religiosos de matriz africana de Santa Maria fizeram uma manifestação religiosa na noite desta quarta-feira em Santa Maria para homenagear as vítimas do incêndio na boate Kiss. O evento foi coordenado pelos babalorixás Ricardo de Ossanha e Maico de Oxalá.
A manifestação ocorreu por volta das 20h, na Praça Saldanha Marinho.

Todos de branco, as pessoas levaram flores e águas de cheiro foram levados ao local e houve uma roda de orações.

A frente da boate, eles fizeram uma energização, pedindo paz e justiça.

Como aconteceu

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 235 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. Sobreviventes dizem que seguranças pediram comanda para liberar a saída, e portas teriam sido bloqueadas por alguns minutos por funcionários.

Fonte:

http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/dsm/19,18,4028256,Manifestacao-na-Praca-Saldanha-Marinho-homenageia-vitimas-de-incendio.html

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

FANÁTICO RELIGIOSO INVADE LOJA DE ARTIGOS RELIGIOSOS DA UMBANDA E DESTRÓI IMAGENS

Um fanático religioso invadiu uma loja de artigos religiosos para Umbanda e Candomblé no Centro de Santos e destruiu imagens de Iemanjá e de Oxalá.
No ato de vandalismo, que ocorreu nesta terça-feira, o infrator chegou a afirmar com gritos que a Cidade de Santos estava tomada por macumbeiros e ele executara tal destruição em nome de Deus.
http://migre.me/d21jU

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

PERSONALIZAR OS ATABAQUE É UMA PROPOSTA DA OFICINA DE ALABÊS DE MÂE CARMEN DE OXALÁ

Reciclar latões, lixar, pintar   é das alternativas  em alta na oficina de alabês ! Pareciam serem prátiicas  ultrapassadas, vencidas pela praticidade da industrialização e venda comercial de tambores 

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A proposta da  Oficina que esta sendo ministrada pelo  Alabê Faísca é fazer o resgate da prática milenar, de fazer o tambor dentro do terreiro, conforme foi o  seu  aprendizado  dentro da casa tradicional, ASSOBECATY  quando foi iniciado na sua infância, há 34 anos atrás.

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Para despertar os artesãos,  adormecidos , os tambores foram pintados na cor branca, sugere a revitalização, podem ser  colocados desenhos baseados nos referências visuais africanos. “criatividade deve ser provocada, vamos teMestrtar os limites dos alunos, pedindo que eles estilizem os seus tambores!

VEJA MAIS NO BLOG DA  assobecaty.wordpress.com

domingo, 27 de janeiro de 2013

CANCELADO :O DOMINGO CULTURAL AFRO-SUL/ODOMODE

  • ATENÇÃO PARCEIROS POR FAVOR, COMPARTILHEM:
    EM RESPEITO E SOLIDARIEDADE AO OCORRIDO NO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA, NESTE DOMINGO NÃO HAVERÁ DOMINGO CULTURAL NO AFRO-SUL/ODOMODE.
    ESTAMOS TODOS EM ESTADO DE CHOQUE PELO OCORRIDO E SEM CLIMA PARA RECEBERMOS TODOS COM ALEGRIA E FESTA.
    DESDE JÁ ESTAMOS FAZENDO CORRENTES DE ORAÇÕES PARA TODAS AS FAMÍLIAS ENVOLVIDAS E PEDINDO A DEUS E A TODOS NOSSOS GUIAS ESPIRITUAIS SERENIDADE PARA AJUDAR OS QUE NECESSITAM.
    ATENCIOSAMENTE,
    A DIREÇÃO DO AFRO-SUL/ODOMODE
    --
    Carla Souza
    Secretária
    Instituto Cultural AfroSul/Odomode
    21032915/96925132

sábado, 26 de janeiro de 2013

Oficina de Alabês é uma parceria da Assobecaty, com o Alabê Faísca

Sábado (26) aconteceu na sede da ASSOBECATY- Associação Beneficente Cultural Africana Templo de Yemanjá a preparação para a oficina de alabês.

Foto: ASSOBECATY reúne-se com alabês e aprendizes paraorganizar a primeira Oficina de Tambores do Batuque, que marcará a criação da Escola de Tambor do Ilê de Yá Carmen de Oxalá II

Faísca e Marcio, iniciaram seu aprendizado de tambor no Ilê Assobecaty, e agora depois de muitos anos retornam para ensinar a gurizada.

Foto: ASSOBECATY reúne-se com alabês e aprendizes paraorganizar a primeira Oficina de Tambores do Batuque, que marcará a criação da Escola de Tambor do Ilê de Yá Carmen de Oxalá IIFoto: ASSOBECATY reúne-se com alabês e aprendizes paraorganizar a primeira Oficina de Tambores do Batuque, que marcará a criação da Escola de Tambor do Ilê de Yá Carmen de Oxalá II

O tamboreiro Faísca de Bará e  Marcio de Xango, iniciam a listar as necessidades,

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A iniciativa  do Alabê Faísca em procurar a casa que lhe iniciou na religião e tambor. A oficina tem como premissa preparar a nova geração.

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O toque de  atabaques é um meio de comunicação atemporal , entre o mundo profano e o mundo sagrado.

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Para consolidar este elo. Tocaram os atabaques acompanhado de cânticos.

P1140482Essa  parceria entre a Assobecaty e os Alabês Faísca e Marcio prometem uma nova fase de jovens tamboreiros, basta ter muita vontade de aprender. As inscrições iniciam dia 28 de janeiro, a partir das 18 horas, na sede da Assobecaty, Rua Wenceslau Fontoura n. 226, Jardim Santa Rita. Guaíba, fone : 30556655/84945770.

SEPPIR lança Plano de desenvolvimento sustentável para comunidades de matriz africana

 

 

Fonte : Africas

Silvany Euclênio

Solenidade será no dia 29 de janeiro, às 17h, no Salão Negro do Ministério da Justiça, em Brasília, DF. O documento reúne políticas voltadas para a garantia de direitos, proteção do patrimônio cultural e da tradição africana no Brasil e o enfrentamento à extrema pobreza com ações emergenciais e de fomento à inclusão produtiva

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) lança terça-feira, 29 de janeiro, às 17h, o I Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana. A solenidade acontece será no Salão Negro do Ministério da Justiça, em Brasília, DF. O documento reúne um conjunto de políticas públicas, que objetivam a garantia de direitos, a proteção do patrimônio cultural e da tradição africana no Brasil, e o enfrentamento à extrema pobreza com ações emergenciais e de fomento à inclusão produtiva.

De acordo com a ministra da SEPPIR, Luiza Bairros, o plano resulta do reconhecimento por parte do governo federal, da necessidade de articular as iniciativas e os esforços dos diversos ministérios e órgãos para garantir direitos, efetivar a cidadania e combater o racismo e a discriminação que incidem sobre os povos e comunidades tradicionais de matriz africana no Brasil.

Povos e comunidades tradicionais de matriz africana são grupos populacionais que se organizam a partir dos valores civilizatórios e da cosmovisão trazidas para o país no contexto do sistema escravista, e que possibilita um contínuo civilizatório africano no Brasil, constituindo territórios próprios caracterizados pela vivência comunitária, pelo acolhimento e prestação de serviços à comunidade.

Ações prioritárias
“O plano é um instrumento de planejamento e implementação das ações prioritárias para esse segmento populacional, construído com base no Plano Plurianual, PPA 2012-2015”, explica a secretária de Políticas para Comunidades Tradicionais da SEPPIR, Silvany Euclênio. O documento está estruturado nos eixos “Garantia de Direitos”, “Territorialidade e Cultura” e “Inclusão Social e Desenvolvimento Sustentável”.

A SEPPIR coordena o grupo de trabalho que envolve mais 10 instituições federais responsáveis pela execução, monitoramento e revisão do plano. Além da SEPPIR, respondem pelo plano os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Meio Ambiente, Saúde, Educação, Cultura, Planejamento, Orçamento e Gestão, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Fundação Cultural Palmares, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Serviço:

O que – Lançamento do I Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana
Quando – 29 de janeiro de 2013, às 17h
Onde – Salão Negro do Ministério da Justiça, em Brasília, DF

Coordenação de Comunicação da SEPPIR

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Denúncia de intolerância religiosa cresce mais de 600% em 2012

 

Fonte: Agência Brasil

A quantidade de denúncias de intolerância religiosa recebidas pelo Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República cresceu mais de sete vezes em 2012, quando comparada com a estatística de 2011. Embora signifique um aumento de 626%, a própria secretaria destaca que o salto de 15 para 109 casos registrados no período não representa a real dimensão do problema.

O resultado foi divulgado a pedido da Agência Brasil, devido ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado nesta segunda-feira (21).

Os dados do Disque 100 para a intolerância religiosa podem estar subestimados, de um lado, porque o serviço telefônico gratuito da secretaria não possui um módulo específico para receber esse tipo de queixa, de forma que nem todos os casos chegam ao conhecimento do Poder Público.

Além disso, a maior parte das denúncias é apresentada às polícias ou órgãos estaduais de proteção dos direitos humanos e não há nenhuma instituição responsável por contabilizar os dadosnacionais.

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) também não possui dados específicos sobre violações ao direito de livre crença religiosa, mas seu ouvidor, Carlos Alberto de Souza e Silva Junior, compartilha da impressão de que o problema tem crescido nos últimos anos.

Segundo o ouvidor, o número de denúncias de atos violentos contra povos tradicionais - módulo que envolve todo o tipo de violação aos direitos de comunidades ciganas, quilombolas, indígenas e os professantes das religiões e cultos de matriz africana relatadas à Seppir - também cresceu entre 2011 e 2012.

"Apesar dos avanços das políticas sociais e raciais, é perceptível uma reação intolerante, preconceituosa, discriminatória e racista e eu já percebo um certo recrudescimento de alguns direitos", declarou o ouvidor da Seppir à Agência Brasil, citando, como exemplo, o aumento do número de denúncias envolvendo crimes raciais na internet.

Segundo a associação Safer Net, em 2012, a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos (CND) recebeu 494 denúncias de intolerância religiosa praticadas em perfis hospedados no Facebook.  

"Não consigo avaliar o porquê de tanta intolerância, mas um dos indicativos que ainda precisamos verificar com cautela [é a atuação de] algumas igrejas neopentecostais, que vem pregando o ódio, inclusive na internet. Há ao menos um caso denunciado à ouvidoria de uma igreja cujo líder espiritual vem revelando esse ódio contra as religiões de matriz africana, associando-as a coisas do diabo. Sabemos que esse tipo de pregação, feita por um líder religioso, afeta [influencia] a muitos de seus seguidores", acrescenta o ouvidor.

O integrante da Seppir aponta também as práticas discriminatórias vindas até mesmo de agentes públicos, como o promotor de Justiça de Santa Catarina que, em 2011, proibiu uma casa de umbanda de Florianópolis de realizar cultos e executar animais durante as cerimônias sem a autorização do Estado.

"Isso é um absurdo já que não existe lei que obrigue a casa de umbanda a pedir essa autorização. E a Constituição estabelece que não se pode embaraçar o culto religioso", disse o ouvidor.

Carlos Alberto Júnior também expressa preocupação quanto aos projetos de lei que tentam criminalizar o abate de animais em sacrifícios religiosos - algo que muitos especialistas consideram inconstitucional, já que a Constituição Federal estabelece que a liberdade de crença é inviolável, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos.

Além disso, o texto constitucional determina que os locais de culto e suas liturgias sejam protegidos por lei. Já a Lei 9.459, de 1997, considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões.

"Eu vejo tudo isso como um fenômeno umbilicalmente ligado ao racismo, algo que não pode ser desassociado da questão do preconceito racial. Tanto que, na Seppir, não recebemos nenhuma denúncia dando conta de que outras religiões, além daquelas de matriz africana, sejam alvo de discriminação", concluiu Júnior