Páginas

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Mãe Carmen de Oxalá assume como Presidenta do Conselho Municipal de Assistência Social


CMAS@Carmen  Oliveira, mais conhecida como Mãe Carmen de Oxalá, sucessora direta de Mãe Quina de Yemanjá no Terreiro Templo de Yemanjá,  será a primeira ialorixá gaúcha ser Presidente do Conselho de Assistência Social. Amanhã (20), ela será empossada no cargo . A cerimônia aconteceu dia 15/04/2019 às 9h, na Secretária Municipal de Assistência Social, Rua  Cel. Serafim Silva, 50 - Centro, Guaíba - RS.
Iniciada na nação africana  Cabinda há mais de 40 anos  Carmen Oliveira  é filha de Oxalá. Após o falecimento de sua mãe biológica Mãe Quina, começou uma caminhada longa na luta contra a intolerância religiosa, participando de seminários, realizando palestras e viagens por diversos estados brasileiros, defendo a causa da comunidade de matriz Africana a causa do povo negro. Atualmente, ocupa no município cargo de Presidente do Partido dos Trabalhadores PT- Guaíba, estudante das causas humanas cursando psicologia. 
CMAS
Afirmando sentir-se privilegiada por ser a primeira mulher negra e religiosa de matriz africana a assumir a direção deste importante conselho, Mãe Carmen  diz que não será somente uma presidente do Conselho,  "e sim mais uma  defensora das causas sociais no município",   posicionou-se com a caneta na mão.

terça-feira, 9 de abril de 2019

AGORA É OFICIAL: ASSOBECATY ESTÁ NA CAMPANHA TAMPINHA LEGAL

Desde 9 de abril  ASSOBECATY foi aprovada para  fazer parte do maior Programa socioambiental da América Latina, a partir desta data iniciou uma grande campanha de conscientização é divulgação com os usuários do projeto Ajeun Ilerá.

quinta-feira, 7 de março de 2019

TODO DIA É DIA DE LUTA: UMA DAS PALESTRANTES É MÃE CARMEN DE OXALÁ

dia da mulher Site velhoApós unirem as suas forças em manifestações contra o discurso de ódio e sexista, que repercutiram no mundo inteiro, as mulheres brasileiras continuam lutando contra as políticas que atacam os direitos da classe trabalhadora, em especial das mulheres.
As bandeiras históricas do movimento feminista, como a igualdade salarial e de oportunidades no mundo de trabalho, o fim da violência contra a mulher, o combate à cultura do estupro e o combate à Reforma da Previdência estão na pauta dos marcados para este dia 8 de março, em Porto Alegre.
Confira a programação e participe:
Largo Glênio Peres | Centro
7h30 – Feira Orgânica da Reforma Agrária
8h – Café da manhã
10h – Painel: Feminicídio, violência contra as mulheres e direitos reprodutivos – Dra. Liliane Braga Luz de Oliveira, Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública
– Misiara Oliveira, secretária estadual das Mulheres PT/RS
– Renata Jardim, advogada e assessora institucional da Themis
– Dra. Camila Giugliani, médica de família, integrante do Fórum Aborto Legal e do Grupo Musas
12h30 – Painel: Reforma da Previdência: impactos na vida das mulheres trabalhadoras do campo e da cidade
– Deputada federal Maria do Rosário (PT-RS)
– Deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS)
– Bernadete Menezes, diretora da ASSUFRGS
– Abigail Pereira, dirigente do PCdoB
14h30 – Apresentação de Roberta Moura
15h – Painel: Soberania alimentar e Defesa dos Territórios
– Mãe Carmen de Oxalá, da Assobecaty de Guaíba
– Cibele Kuss, pastora luterana da IECLB
– Suelen Gonçalves, integrante da Frente Brasil Popular e do MNLM
16h – Livraço
– Deputada estadual Sofia Cavedon (PT-RS)
17h30 – Ato Pela Vida das Mulheres Trabalhadoras (Local da Concentração: Esquina Democrática)
19h – Caminhada

quarta-feira, 6 de março de 2019

Mãe Carmen de Oxalá estará representando a ASSOBECATY no evento TODO DIA È DE LUTA

TODO DIA É DIA DE LUTA

dia da mulher Site velho
Após unirem as suas forças em manifestações contra o discurso de ódio e sexista, que repercutiram no mundo inteiro, as mulheres brasileiras continuam lutando contra as políticas que atacam os direitos da classe trabalhadora, em especial das mulheres.
As bandeiras históricas do movimento feminista, como a igualdade salarial e de oportunidades no mundo de trabalho, o fim da violência contra a mulher, o combate à cultura do estupro e o combate à Reforma da Previdência estão na pauta dos marcados para este dia 8 de março, em Porto Alegre.
Confira a programação e participe:
Largo Glênio Peres | Centro
7h30 – Feira Orgânica da Reforma Agrária
8h – Café da manhã
10h – Painel: Feminicídio, violência contra as mulheres e direitos reprodutivos – Dra. Liliane Braga Luz de Oliveira, Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública
– Misiara Oliveira, secretária estadual das Mulheres PT/RS
– Renata Jardim, advogada e assessora institucional da Themis
– Dra. Camila Giugliani, médica de família, integrante do Fórum Aborto Legal e do Grupo Musas
12h30 – Painel: Reforma da Previdência: impactos na vida das mulheres trabalhadoras do campo e da cidade
– Deputada federal Maria do Rosário (PT-RS)
– Deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS)
– Bernadete Menezes, diretora da ASSUFRGS
– Abigail Pereira, dirigente do PCdoB
14h30 – Apresentação de Roberta Moura
15h – Painel: Soberania alimentar e Defesa dos Territórios
– Mãe Carmen de Oxalá, da Assobecaty de Guaíba
– Cibele Kuss, pastora luterana da IECLB
– Suelen Gonçalves, integrante da Frente Brasil Popular e do MNLM
16h – Livraço
– Deputada estadual Sofia Cavedon (PT-RS)
17h30 – Ato Pela Vida das Mulheres Trabalhadoras (Local da Concentração: Esquina Democrática)
19h – Caminhada

sábado, 26 de janeiro de 2019

Todo final de mês acontece, a celebração do aniversariante do mês, no Pontão de Cultura Ilê Axé Cultural Assobecaty!

O Pontão de Cultura Ilê Axé Cultural Assobecaty. tem sido um espaço que semanalmente acolhe muitas crianças, além das oficinas culturais que são oferecido para o público infanto juvenil, também  um modo peculiar de convivência é sociabilidade, comemorar aniversários de cada criança que fizeram aniversário no mês.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Bandidos armados invadem terreiro, roubam celulares e batem em pai de santo em Camaçari

O Terreiro Ilê Axé Ojisé Olodumare, de Barra do Pojuca, na cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, foi invatido por homens armados na noite deste sábado (12). Os bandidos interromperam uma cerimônia pública, levaram pertences dos filhos de santo e dos visitantes, como também agrediram fisicamente o chefe religioso da casa, o Babà Rychelmy Esutobi.

Em nota públicada no instagram do terreiro, os religiosos relataram o que chamaram de “mais um caso de violência e intolerância religiosa”.

“Nesse momento, lembramos do quanto a nossa religião foi duramente perseguida pelo Estado e pela polícia. É impossível não lembrar do nosso ancestral, nosso avô Pai Procópio de Ogunjá que tanto foi perseguido como alvo de violência policial. E, apesar de toda perseguição se manteve firme na fé e seguindo na religião”, diz a nota.

https://www.bahianoticias.com.br/noticia/231248-bandidos-armados-invadem-terreiro-roubam-celulares-e-batem-em-pai-de-santo-em-camacari.html?fbclid=IwAR32LGfQGnPZryUwsml3AKEhxmJ6bwkxN8xZQ9S9PsqgnITST3WpUANB6J4

sábado, 12 de janeiro de 2019

Projeto “Perguntando a Onilê” capacita pessoal para atuar no tombamento de terreiros


CULTURA | 12/01/2019 | Lívia Batista

Download PDF

equipe em campo na cidade de Cachoeira - BA (imagem retirada do Facebook do projeto) 1

Grupo visita o terreiro Ici Mimó, em Cachoeira (foto: Divulgação/Facebook do grupo)

Figura feminina para uns e masculina para outros, Onilê, nas religiões de matriz africana, é a orixá a quem foi dada a terra, a origem de tudo, por Olodumaré. Um grupo da UFBA, em parceria com o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), buscou nela a inspiração para criar o projeto “Perguntando a Onilê”, que tem como objetivo facilitar o tombamento de terreiros na Bahia.

O foco do projeto é a formação de pessoal qualificado para produzir a documentação necessária para um processo de tombamento junto ao órgão federal. O tombamento é um dos dispositivos legais de que o poder público dispõe para preservar a memória nacional, e é algo fundamental para garantir a preservação tanto do território, quanto dos valores cultural e religioso dos terreiros de candomblé.
No grupo, existem responsáveis por levantamento arquitetônico, mapeamento etno-botânico e por documentar a história da casa, elementos importantes para a criação do memorial necessário para o tombamento.

Criado em agosto de 2018, o grupo coordenado pelo servidor técnico-admnistrativo da UFBA Roberto de Jesus e pela estudante do BI em Humanidades Roberta Nascimento, se reúne periodicamente para discutir a relação entre as demandas próprias das comunidades religiosas dos terreiros e os parâmetros técnicos exigidos em um processo de tombamento.

No estado, existem 22 ilês em processo de tombamento, mas esses processos, muitas vezes, são liderados por pessoas sem ligação com a comunidade beneficiada – o que pode resultar em interpretações distantes da realidade ou do interesse das comunidades. O Perguntando a Onilê conta com uma equipe interdisciplinar, composta por membros da comunidade universitária que são, em sua maioria, ligadas ao candomblé, sob a coordenação de Roberto de Jesus, que também é pai-de-santo.

Atualmente, o Perguntando a Onilê atua nos processos relacionados a dois terreiros: o Ici Mimó, em Cachoeira, e o Bogum, em Salvador, Em setembro do ano passado, foram realizadas quatro oficinas em ambas as cidades com participantes de diversas nações do candomblé e acadêmicos.

Roberta Nascimento destaca a importância de qualificar pessoas de dentro dos terreiros para assessorar processos de tombamento, o que ajuda a dar maior legitimidade celeridade ao processo. O grupo também oferece oficinas abertas a membros de qualquer comunidade de candomblé interessados em aprender mais sobre o processo de tombamento.

logo do projeto

Marca do projeto “Perguntando a Onilê”

“O lugar se revela”

Uma das principais problematizações propostas pelo projeto é quanto à forma como são realizados os trabalhos para o tombamento. De acordo com Denis Matos, arquiteto e membro do grupo, a lógica ocidental de documentação e de manutenção arquitetônica são incompatíveis com a cosmovisão do candomblé, em que a natureza é viva e os orixás estão ao alcance das pessoas. “O valor da arquitetura está naquilo que ela abriga”, observa.

Cada integrante do projeto tem seu próprio caderno de campo, em que são documentadas as informações para o dossiê de tombamento, em colaboração com a própria comunidade. Assim, o aspecto técnico não suprime o religioso, e dá lugar para o espaço, em si, enquanto parte da identidade e do pertencimento cultural de um grupo. “O lugar se revela, é outro tipo de metodologia, em que nem tudo é racionalizado”.

As atividades do grupo começaram em agosto de 2018, mas ele foi concebido no semestre anterior, durante a atividade curricular em comunidade e sociedade (ACCS) “Memórias do povo negro”, ministrada pelo professor André Nascimento, da Escola de Administração e também integrante projeto, com suas atividades centradas no Ceao. Durante o semestre – que Roberta Nascimento cursou – os estudantes foram convidados a visitar terreiros, dentre eles o Tumba Junsara, em Salvador, para ouvir suas histórias. Dali surgiu o projeto piloto do grupo: naquela atividade, o laudo necessário para o tombamento da casa de candomblé foi feito em cooperação com a comunidade. O sucesso da empreitada despertou no grupo o desejo de estender o trabalho a outras comunidades.

Segundo Roberta, além de empoderar o povo de santo, o projeto visa também dar mais visibilidade ao Centro de Estudos Afro-Orientais. Para isso, o grupo pretende realizar seminários de leitura associados à ACCS e ter o centro como principal local de reuniões e eventos relacionados ao projeto. “Acredito que esse é o papel de todos os projetos que saíram à partir do edital do ProCeao” disse a coordenadora do projeto.

foto da capa: Terreiro Ici Mimó, em Cachoeira (IPAC)