Dia 20 ás 20 horas, Abertura da Exposição em Homenagem aos 57 anos de Fé e Cultura que Pai Roni de Ogum realiza exaltando a religião e Ogum na cidade de Guaíba.
Dia 23 de abril das 10 ás 17 estaremos enriquecendo o Cantinho Temático de Ogum, em frente ao Catamarâ.
Dia 23 de abril a noite estaremos acompanhando Pai Roni de Ogum na 57ª Procissão de Ogum, Rua Padre José Eichemberg, Centro Guaíba.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
ASSOBECATY estará agregando valores nas duas atividades do Ponto de Cultura Ilê Axé Cultural.
terça-feira, 7 de abril de 2015
QUANDO O RACISMO, A IGNORÂNCIA, A MANIPULAÇÃO DE MASSA E OS EQUÍVOCOS EPISTEMOLÓGICOS SÃO SERVIDOS NO MESMO PRATO: OU A GRANDE MODA DE TRAVESTIR UMA LUTA SÉRIA EM MOVIMENTO DE OPRESSÃO CONTRA PRÁTICAS DE ORIGEM AFRICANA.
Professor Dr. Sidnei Barreto Nogueira
CCRIASango
Já faz algum tempo que virou moda lutar (sobretudo para eleger políticos e mantê-los no poder) contra o sofrimento, abandono, crueldade humana, em tese, de animais domésticos. CAUSA MAIS QUE JUSTA E COERENTE.
Entende-se por “animal doméstico”, salvo melhor juízo, aqueles que, em tese, não consumimos a nossa mesa, ou seja, também em tese, não se consome proteína de gatos, cachorros, passarinhos, periquitos, canários, hamster, tucanos, peixes de aquário e animais afins.
Entretanto, também já faz algum tempo que se tornou um grande palanque defender com projetos inúteis a causa mais que justa citada acima. Suponho que a educação e a responsabilidade daqueles que adotam esses animais deveriam ser o caminho mais curto para quem, efetivamente, quer defendê-los e tornar a sociedade mais humana e humanizada.
Ocorre que, com vistas a chamar a atenção da população e mobilizar os desinformados, decidem, também com vistas à produção de um grande tablóide, colocar no mesmo prato o racismo, a ignorância, a manipulação de massa por meio do “MODO TRADICIONAL DE ALIMENTAÇÃO ADOTADO PELAS COMUNIDADES TRADICIONAIS DE TERREIRO DE CANDOMBLÉ”.
Porque não se trata de “sacrifício” animal. Trata-se de um modo tradicional de se alimentar, um modo sagrado, um modo ancestral como o fazem outras práticas sagradas tradicionais e até aqueles moradores de zonas rurais que criam e se alimentam das suas próprias galinhas, bodes, bois e carneiros.
ENTRETANTO, EM NOME DO RACISMO, TUDO É VÁLIDO, TUDO É PERMITIDO E, SE NÃO CONSEGUIMOS EXCLUIR OS NEGROS, VAMOS MARGINALIZAR E EXCLUIR SUAS PRÁTICAS.
Pergunta-se: ninguém mais no Brasil poderá se alimentar de “modo tradicional”?
MAIS UMA VEZ, REFUTO VEEMENTEMENTE O RACISMO, A IGNORÂNCIA, A MANIPULAÇÃO DE MASSA E OS EQUÍVOCOS EPISTEMOLÓGICOS SÃO SERVIDOS NO MESMO PRATO: OU A GRANDE MODA DE TRAVESTIR – no mal sentido da palavra - UMA LUTA SÉRIA EM MOVIMENTO DE OPRESSÃO CONTRA PRÁTICAS DE ORIGEM AFRICANA.
O que fazemos é criar os nossos animais – aves e caprinos e/ou criá-los e nos alimentarmos deles de modo tradicional. Tornando a carne sagrada e confiável, sem tensão, sem morte em massa, sem morte em abatedouros, sem desperdiçar nada. Valorizando a carne como o faz o verdadeiro “chef de cuisine”. Se isso for crime, cruel ou vil, suponho que teremos que convencer primeiro o corpo humano e as nutricionistas que não precisamos de proteína animal e, engraçado, nem os próprios animais a poderão consumir.
Peço a população que antes de ser usada como massa de manobra, pesquise, entenda e os convido até para que participem do modo tradicional das comunidades-terreiro de Candomblé de se alimentar e verão que o que chamam de luta é apenas projeto eleitoreiro e racismo da pior qualidade.
Não entremos na fila, sem pensar, sem conhecimento empírico e sem pensar sobre, porque ela, a fila, pode e é apenas mais um movimento de opressão e palanque eleitoreiro como tantos outros que vemos cotidianamente.
7ª Semana do Quilombo do Sopapo
Estamos pintando o sete!!!
Comemoramos os sete anos da benção dos nossos padrinhos e madrinhas. Em 16 de abril de 2008, Mestre Baptista, Mestre Giba Giba, Bataclã FC e Mestre Sirley, deram a benção ao Quilombo do Sopapo, que naquela noite se apresentava ao bairro Cristal como Ponto de Cultura . Depois três meses restaurando a casa da Avenida Capivari 602, pintando e quebrando paredes, colocando fios elétricos, equipamentos hidrosanitários, arrumando portas e janelas, mas já desde janeiro de 2008 fazendo reuniões do Conselho Gstor Comunitário, cursos de comunicação comunitária, de jardinagem e paisagismo produtivo, finalmente tínhamos água, energia elétrica e muitas cores em toda a casa, com largo sorrisos e alegria recebíamos os Griôs que nos adotaram!
E será na semana de 13 a 19 de abril de 2015, que faremos a homenagem a Mestre Griô Sirley Amaro, que presenteou com cantigas, fuxicos e muitas histórias o Ponto de Cultura em 2008 e em outras tantas ocasiões. A ela, nosso reconhecimento de madrinha do Quilombo do Sopapo!!!
A programação está abaixo na arte criada pelo coletivo de artes gráficas do Ponto de Cultura, coletivo que surgiu a partir do curso do PRONATEC de editor de artes gráficas realizado no segundo semestre do ano passado e que hoje está formado por Helen, Bia e orientado por Vânia, e é com esta homenagem que começamos a divulgação das atividades da nossa sétima semana de ações de uma cultura viva de base comunitária, homenageando as mulheres que criam este espaço de resistência com arte, solidariedade e luta!!! Mulheres de hoje que, unidas a voz de mulheres guerreiras como a da nordestina Esperança Garcia, faz ecoar de Norte a Sul do nosso país, gritos de liberdade, vida e paixão
Confira a programação da 7ª Semana do Quilombo do Sopapo e participe. Te esperamos de coração e braços abertos!
A Voz da Esperança Ecoa ao Som do Sopapo!!!!
Texto: Leandro Anton e Leandro Silva
Tags:cultura viva, ponto, Quilombo do Sopapo, Sopapo
Publicado em 27 de março de 2015 por leandro artur anton
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Ministra da SEPPIR participa de diálogo com comunicadores na próxima quarta-feira (8 de abril)
5 de abril de 2015 39 Views
Evento será transmitido online pelo endereço http://mediacenter.aids.gov.br . A confirmação de participação é imprescindível e deve ser enviada para o e-mail seppir.imprensa@seppir.gov.br, com o assunto #MídiaSemRacismo, até as 17h do dia 6 de abril (segunda-feira)
No dia 21 de março, Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR) completou 12 anos de criação. Como parte das atividades alusivas à data, a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Nilma Lino Gomes, convida comunicadores de mídias negras, e comunicadores que atuam com a pauta racial, para um encontro no dia 8 de abril, a partir das 10h, no auditório do Bloco A, da Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), que acontecerá também online, permitindo que mais pessoas participem da atividade.
O objetivo é dar início ao diálogo da ministra Nilma Lino Gomes com esses profissionais, que têm um papel fundamental na luta contra o racismo, considerando os quatro eixos prioritários da atual gestão da SEPPIR: ações afirmativas; juventude negra; comunidades tradicionais, com ênfase em comunidades quilombolas, e internacionalização da SEPPIR, com uma maior aproximação dos países africanos, sobretudo os de língua portuguesa.
É importante ressaltar que a SEPPIR não custeará a participação na atividade presencial para quem estiver fora de Brasília. Neste caso, a participação ficará totalmente a cargo dos participantes. O encontro também será transmitido via Internet, permitindo que comunicadores de todo o país tenham a oportunidade de dialogar com a ministra.
O evento será transmitido online pelo endereço http://mediacenter.aids.gov.br/, graças a uma parceria com o Ministério da Saúde. A confirmação de participação (tanto presencial quanto virtual) é imprescindível e deve ser enviada para o e-mail seppir.imprensa@seppir.gov.br, com o assunto #MídiaSemRacismo, até as 17h do dia 6 de abril (segunda-feira).
Aqueles que confirmarem participação poderão encaminhar suas perguntas para a ministra, que irá respondê-las juntamente com as que serão feitas pelos comunicadores presentes na atividade em Brasília.
Contamos com sua participação!
#MídiaSemRacismo – DIÁLOGO COM COMUNICADOR@S E MÍDIAS NEGRAS
Data: 8 de abril de 2015 (quarta-feira)
Hora: 10h
Local: Auditório do Bloco A, Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF)
Mais informações: (61) 2025-7040/7042/7043
Enviar confirmação de participação para o e-mail seppir.imprensa@seppir.gov.br até o dia 6 de abril
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Leci Brandão é alvo de ódio e intolerância: “Passaria a faca no seu pescoço”
Por apoiar o arquivamento de um projeto que proíbe o uso de animais em rituais religiosos, a deputada foi xingada, ofendida e ameaçada em sua página do Facebook. Além das críticas a Leci, os internautas destilaram todo o seu preconceito contra as religiões de matriz africana: “Jogo bomba em cima de centro de macumba!”
Por Ivan Longo, Revista Fórum
A deputada estadual Leci Brandão (PCdoB-SP), defensora assídua da cultura negra e das manifestações religiosas de matriz africana, vem sendo alvo de duros ataques de ódio e racismo em sua página no Facebook.
Nos últimos dias, depois que Leci compartilhou post em que se mostrava favorável ao arquivamento de um projeto de lei que proibiria o uso de animais em rituais religiosos, diversos internautas, sob a justificativa de serem “defensores dos animais”, destilaram todo o seu ódio e preconceito contra a deputada e as religiões que defende.
“Você é uma imbecil, troglodita, estúpida! E eu passaria a faca no seu pescoço e ofereceria ao deus dos animais facilmente”, diz um dos comentários.
“Ofereça-se em oferenda, deputada!”, escreveu outro usuário.
Inúmeros outros comentários, de teor ainda mais preconceituoso e ofensivo, foram deletados da página pessoal da deputada, alguns pelos próprios usuários.
Além das ofensas a Leci, foram incontáveis as manifestações de preconceito para com as religiões.
“Eu não respeito. Chuto tudo o que é macumba. Jogo bomba em cima de centro de macumba! Só não entrei em pleno ritual armado porque ainda não tive a oportunidade!”, comentou um internauta.
Para a deputada, esse tipo de ataque está recorrentemente direcionado a religiões de matriz africana porque a maior parte de seus seguidores é composta por negros e negras.
“As pessoas que já são preconceituosas aproveitam o fato de que a maioria dos seguidores da religião africana é negra para destilar esse racismo”, afirmou, fazendo questão de frisar que vivemos em um estado laico e que todas as religiões devem ser respeitadas.
Em relação às ofensas pessoais, a deputada do PCdoB deixou claro que jamais tentaria calar qualquer pessoa, mas que sabe diferenciar críticas de ataques.
“Na democracia cada um fala o que quer. Agora, ofensa não é uma coisa correta. Eu nunca ofendi ninguém e não é esse o meu perfil (…) Para mascarar o discurso de ódio, essas pessoas argumentam que estão defendendo uma causa importante, que é a defesa dos animais. Crítica não é o mesmo que intolerância. O direito de criticar é legítimo, desde que seja feito sem desrespeito ou ódio”, analisou.
Essa não é a primeira vez que Leci é alvo de ataques preconceituosos. Em agosto do ano passado, quando estava em plena campanha para a reeleição, ela passou por uma situação parecida, sendo xingada até mesmo de “verme”. Na ocasião, a Procuradoria Regional Eleitoral defendeu a deputada e determinou que o perfil da usuária que fez as ofensas fosse retirado do ar.
Foto: Leci Brandão (ALSP)
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Grupo hospitalar promove primeira chamada pública específica para quilombolas
Enviado por Carolina em sex, 27/03/2015 - 17:31
Foto: Ascom/MDA
Maior instituição hospitalar do Rio Grande do Sul, o Grupo Conceição (GHC) abriu chamada pública para adquirir produtos de comunidades quilombolas certificadas. É a primeira vez, no Brasil, que uma instituição vai comprar produtos, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com uma chamada específica para quilombolas. Os interessados têm até o dia 27 de abril para apresentar a proposta.
“É uma iniciativa pioneira. Geralmente, as chamadas são abertas para todos os agricultores familiares, mas esse edital é específico para quilombolas, e isso é muito importante para estimular essas comunidades”, explica o coordenador de Políticas para Comunidades Quilombolas do MDA, Quêner Chaves dos Santos.
Ao todo, serão compradas 3,5 toneladas de arroz, 330 quilos de feijão preto, 250 quilos de batata doce, 60 quilos de abóbora e 25 quilos de alho. “Foi uma ação que contou com o auxílio do MDA. Nós ajudamos na construção dessa chamada pública e, concomitantemente, fizemos uma oficina de capacitação com as comunidades quilombolas do estado para poderem suprir essa necessidade do Grupo Hospitalar Conceição”, afirma Quêner.
Em média, o GHC fornece mais de 270 mil refeições por mês para funcionários, pacientes e seus acompanhantes, sendo consumidas mensalmente 217 toneladas de alimentos. Parte desses produtos, a partir de agora, serão fornecidos por 1447 famílias quilombolas gaúchas.
Segundo o diretor-superintendente do GHC, Carlos Eduardo Nery Paes, a vontade de promover a inclusão social dos quilombolas foi fator determinante para realizar a chamada pública. “São 107 comunidades quilombolas com dificuldades enormes para acessar mercados, e foi uma forma que encontramos de ajudar nessa inclusão, e optamos pela modalidade de Compras Institucionais, do PAA”, conta.
Parceiro do PAA desde 2013, quando efetuou a primeira compra por meio do programa, o Grupo Hospitalar Conceição está satisfeito com a prestação do serviço e pretende continuar comprando de agricultores familiares. “Nossa experiência é exitosa e tem tido uma resposta muito positiva. Ao todo, compramos cerca de R$ 4,5 milhões de alimentos ao ano, via PAA. Estamos economizando dinheiro, comprando produtos de qualidade e desenvolvendo a agricultura familiar gaúcha”, avalia Carlos Eduardo.
João Paulo Biage
Ascom/MDA
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Kiuá Nangetu! Um culto a resistência afro feminina
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Kiuá Nangetu! Um culto a resistência afro feminina
Artista Isabela do Lago evocou Mikaia (Iemanjá) na intervenção que abriu os caminhos do projeto artístico
Dando início as atividades do projeto “Kiuá Nangetu! Poéticas visuais de resistência negra” a artista Isabela do Lago aproveitou o ensejo do Dia Internacional da Mulher para executar sua intervenção. Nas areias da praia de São Francisco, em Mosqueiro, no dia 8 de março, ela convidou os transeuntes a vivenciar uma saudação à figura feminina, em sua proposta representada por Mikaia, senhora das águas, amplamente conhecida como Iemanjá.
Sob o título “Mikaia te espera na Kalunga”, Isabela evocou a divindade das águas e a ela concedeu como oferenda seu processo artístico. O caminho que levou a artista até aqui foi traçado ao longo de quase vinte anos de experimentação no campo das artes, tendo como foco principal a pintura. O resultado deriva de um longo processo de descolonização, em busca de uma identidade libertária que prestigie a produção e a vivência que contemple a negritude e a potencialidade da mulher.
“Inicialmente, eu precisava dar fim à série de pinturas ‘Mulheres Líquidas’, onde eu catava portas abandonadas na rua e pintava nessas portas imagens de mulheres, de entidades, de aparições-acontecimentos, mulheres sagradas e me autorretratava nisso, mas sentia a necessidade de romper com algumas coisas, como o uso da influência eurocêntrica na minha pintura. Era um desejo de morte, mas não desse formato de morte que a gente aprende que é uma morte-fim, eu queria uma morte-recomeço, eu precisava morrer! Daí veio a ideia da Kalunga, que muito embora o senso comum veja a Kalunga como morte, nós bantus, sabemos que é a infinitude, um lugar de ‘eterno retorno’”, conta a artista.
Nesta busca, Isabela encontrou a melhor representatividade em Mikaia. “Ao dividir esse pensamento com irmãos mais velhos, percebi que havia algo ainda maior, havia a simbologia matriarcal das deusas das águas profundas, Mikaia, Iemanjá, e nisso tudo, uma história trilhada com resistência afrofeminina, então minha pintura virou um grão de areia diante da grandeza desse mar, dessa Kalunga”, explica.
Influenciada pelo embalo da maré, Isabela e sua pintura se demoraram à beira das águas, deixando que o rio decidisse a hora de lavar seus cabelos e levar sua obra. “Depois de mergulhar, depois de pintar, me botei ali na beira e esperei que a maré enchesse até cobrir a minha cabeça e levar a pintura, mas as águas não a levaram, o objeto boiava indo e voltando, a imagem de Mikaia dançava para mim”. No registro da ação, Isabela contou com o apoio das artistas Luana Peixe e Evna Moura.
Sobre Isabela do Lago
Aos 37 anos, Isabela já tem quase duas décadas de atuação artística. Começou como bailarina, mas sempre pintou e desenhou. Nos últimos anos, sua produção passou a se relacionar mais estreitamente com sua religião, o candomblé. Expôs pelo “Nós de Aruanda”, em 2013 e 2014.
“De modo geral, minha produção tem a ver com minha retomada a religiosidade de matriz africana, não tenho uma organização cronológica certa, mas posso dizer que desde 2008 eu já vinha frequentando casas de santo no Marajó, e foi quando comecei a catar objetos de madeira na rua e retratar essas experiências, momento em que nasceu ‘Mulheres Líquidas’, em que eu já pensava o lugar da mulher afroamazônida, e já me questionava sobre a ausência desta mulher no circuito de arte, sem me dar conta de que nossa religiosidade não está separada da arte, nem da política, essa consciência veio com a vivência entre terreiro e galeria. Com o ‘Nós de Aruanda’ me atirei dentro do movimento negro, quando eu estava me perdendo e me achando entre pesquisadora, produtora, curadora e adepta... É difícil pensar em trajetória pontualmente quando se está enegrecendo, volto a responder daqui há 20 anos”, brinca.
Texto: Luiza Cabral
Saiba mais
“Kiuá Nangetu! Poéticas visuais de resistência negra” é um projeto de vivências poéticas, interferências midiáticas e intervenções urbanas com artistas do terreiro “Mansu Nangetu” e também de outros terreiros convidados, com obras e poéticas oriundas do cotidiano das práticas tradicionais dessa comunidade de terreiro afro-amazônico e seus parceiros. As ações iniciaram em março e se estendem até o mês de maio de 2015, culminando com o encerramento das comemorações dos 10 anos de criação do Instituto Nangetu.


