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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Arutema promove diálogo sobre DST/Aids

 

Foto: Hamilton Freitas

Arutema promove diálogo sobre DST/Aids

Representantes da Arutema falaram sobre o evento que ocorre nesta sexta-feira

    Associação Rio-grandina de Umbandas e Terreiros de Matriz Africana (Arutema) irá realizar nesta sexta (31), a partir das 19h, no anfiteatro do HU, o Diálogo DST/Aids nos terreiros.  O evento é direcionado para sacerdotes, dirigentes caciques e adeptos das religiões de matriz africana e umbanda, e contará com a presença da secretária Estadual de Saúde, Sandra Fagundes.
    De acordo com o presidente do conselho deliberativo da Arutema, Fernando Tubino Vianna, com a realização do evento a associação busca trazer informações sobre DST/Aids numa linguagem mais acessível aos povos de terreiros. "A yalorixá Carmem de Oxalá, que está vindo de Assobecaty de Guaíba, é psicóloga e faz parte da Rede Estadual que debate esses temas. Ela tem uma linguagem direcionada a esse público", explicou Vianna.
    O secretário da Associação, Alexandre Oliveira, lembrou que nesse primeiro ano de atuação da Arutema, foram realizadas ações e eventos buscando sempre trazer mais esclarecimentos aos povos dos terreiros. "Com  apoio de nossos parceiros, buscamos levar mais informações, para que cada vez mais pessoas ser tornem multiplicadoras desses saberes", salientou Oliveira.
    O Diálogo DST/Aids iniciará às 19h e contará, além da palestra da yalorixá Carmem de Oxalá, com a palestra do babalorixá Nei d´Ogum e da equipe da coordenação de prevenção DST/Aids do Rio Grande. Mais informações na fanpage no Facebook da Arutema

    Por Eduarda Toralles
    eduarda@jornalagora.com.b

    segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

    21 DE JANEIRO - DIA NACIONAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

    Um dia não tinhamos voz e hoje, por conta de politicos do gabarito da deputada Leci Brandão podemos por a cara na rua com orgulho de sermos candomblesistas. Asé meus irmãos.

    21 DE JANEIRO - DIA NACIONAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA<br /><br />Hoje, 21 de janeiro, é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Atualmente, em nosso país, o segmento religioso que mais sofre com essa intolerância é, sem sobra de dúvidas, o das religiões de matriz africana. <br /><br />Os ataques vêm de várias formas. Sejam eles devidos ao tratamento desigual que o Estado dispensa a essas religiões ou pela omissão dos órgãos públicos diante do desrespeito com que essas tradições são tratadas. <br /><br />Esperamos que esta data seja de reflexão, mas também de ação no sentido de alcançarmos essa cultura de paz que promova o respeito às diferenças, sejam elas étnicas, culturais ou religiosas. <br /><br />Axé!

    Hoje, 21 de janeiro, é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Atualmente, em nosso país, o segmento religioso que mais sofre com essa intolerância é, sem sobra de dúvidas, o das religiões de matriz africana. Os ataques vêm de várias formas. Sejam eles devidos ao tratamento desigual que o Estado dispensa a essas religiões ou pela omissão dos órgãos públicos diante do desrespeito com que essas tradições são tratadas. Esperamos que esta data seja de reflexão, mas também de ação no sentido de alcançarmos essa cultura de paz que promova o respeito às diferenças, sejam elas étnicas, culturais ou religiosas. Axé!

    21 DE JANEIRO - DIA NACIONAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

    Um dia não tinhamos voz e hoje, por conta de politicos do gabarito da deputada Leci Brandão podemos por a cara na rua com orgulho de sermos candomblesistas. Asé meus irmãos.

    21 DE JANEIRO - DIA NACIONAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA<br /><br />Hoje, 21 de janeiro, é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Atualmente, em nosso país, o segmento religioso que mais sofre com essa intolerância é, sem sobra de dúvidas, o das religiões de matriz africana. <br /><br />Os ataques vêm de várias formas. Sejam eles devidos ao tratamento desigual que o Estado dispensa a essas religiões ou pela omissão dos órgãos públicos diante do desrespeito com que essas tradições são tratadas. <br /><br />Esperamos que esta data seja de reflexão, mas também de ação no sentido de alcançarmos essa cultura de paz que promova o respeito às diferenças, sejam elas étnicas, culturais ou religiosas. <br /><br />Axé!

    Hoje, 21 de janeiro, é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Atualmente, em nosso país, o segmento religioso que mais sofre com essa intolerância é, sem sobra de dúvidas, o das religiões de matriz africana. Os ataques vêm de várias formas. Sejam eles devidos ao tratamento desigual que o Estado dispensa a essas religiões ou pela omissão dos órgãos públicos diante do desrespeito com que essas tradições são tratadas. Esperamos que esta data seja de reflexão, mas também de ação no sentido de alcançarmos essa cultura de paz que promova o respeito às diferenças, sejam elas étnicas, culturais ou religiosas. Axé!

    sábado, 18 de janeiro de 2014

    A ministra Luiza Bairros é chamada de anta: o tratamento dispensado à face negra e feminina da política

    por  •  @blognegras• em 17 jan, 2014 •  3

    Jornal Metro, 17/1, coluna de Cláudio Humberto. Edição de Brasília, página 04Jornal Metro, 17/1, coluna de Cláudio Humberto. Edição de Brasília, página 04. Imagem: Priscilla Brito.
    Cécile Kyenge, Christiane Taubira e agora Luiza Bairros. Ministras de estado atacadas em sua humanidade pela comunhão estreita entre o racismo, o sexismo e a sensação de impunidade. Mulheres que se recusaram a permanecer no lugar que lhes é destinado pela branquitude abjeta que, atônita, reage por meio de xingamentos. A primeira e a segunda foram chamadas de macacas. Por aqui o xingamento foi outro, dessa vez somos comparadas a uma anta porque a ministra expressou a opinião de que os jovens do rolezinho também são vítimas de racismo.
    O sujeito da agressão é Cláudio Humberto, colunista do Jornal Metro, que se sentiu confortável o bastante para chamar uma ministra de estado de anta ao mesmo tempo que defende a tese de que não existiriam brancos no país. O que está subjacente a essa mensagem é a de que se não existem brancos, não é possível existir racismo. Obviamente o tiro saiu pela culatra pois a publicação do texto em si e o xingamento são expressões de uma branquitude acrítica e despreparada para lidar com as questões raciais e que ainda se fia na impunidade para expressar suas contradições e excrecências.
    É assim que o tratamento desigual dispensado a negras e negros funciona, à vontade e à luz do dia e da escrita. É por isso que trabalhamos para que ele seja denunciado e portanto combatido. Nós, um coletivo de mulheres negras de pena e teclado, repudiamos o tratamento dispensado à face negra e feminina da política. Toda vez que uma de nós chega ao poder, chegamos todas. Toda vez que uma de nós é atacada e desumanizada, somos todas. Não iremos nos calar diante desse impropério que expõe ainda mais o fato de o racismo ser uma questão estrutural de nossa sociedade, ainda afeita a comportamentos escravocratas.
    O respeito à liberdade de pensamento e a imunidade de crítica não devem ser usados para defender a ideia de que o racismo é apenas uma opinião. A herança racista de um país que se diz democrático está posta, nós a sentimos na pele todos os dias quando não acessamos a universidade, quando recebemos tratamento conveniente em função do racismo institucional e quando fazemos sua denúncia, assim como o fez a ministra Luíza Bairros. Estamos falando de uma realidade muito palpável, inclusive estatisticamente.
    Assim, acreditamos que o autor da fala e os jornais que publicaram e republicaram o texto devem ser devidamente responsabilizados pela declaração, se não judicialmente, que sejam rechaçados publicamente. Independente da tipificação legal de crime, ética e moralmente, comete-se um delito ao desqualificar a fala de uma chefe de estado a partir da percepção de uma suposta e erroneamente presumida incapacidade apenas pelo fato de ser mulher e negra. Será que o articulista teria chamado de “anta” um político homem e branco que tivesse a mesma opinião?
    ONLINE

    sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

    Casa de Oxumarê festeja tombamento pelo Iphan e ganha placa comemorativa.

    Casa de Oxumarê festeja tombamento pelo Iphan e ganha placa comemorativa. 

Com 180 anos de existência, o terreiro de candomblé Ilê Axé Oxumarê, localizado no bairro da Federação, em Salvador, ganhou nesta quarta-feira (15) a placa comemorativa do reconhecimento do espaço como patrimônio do Brasil. Um dos mais antigos centros de culto afro-brasileiro, ele foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em novembro de 2013.
A cerimônia teve a presença de religiosos e autoridades baianas e nacionais e filhos e filhas-de-santo da casa. Prestigiaram o momento, comemorado com muito axé, o governador Jaques Wagner; a primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça; a ministra da Cultura, Marta Suplicy; a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros; o secretário estadual de Promoção da Igualdade Racial, Elias Sampaio; dentre outras autoridades e convidados.
Para o governador, é difícil mensurar a importância do tombamento de um terreiro como o Casa de Oxumarê, que reúne pessoas dedicadas à manutenção da religião e da cultura africana, promovendo dentro da Casa e fora dela a igualdade racial, a diversidade religiosa e a paz como instrumentos para uma sociedade pacífica e harmoniosa. “E agora este terreiro tem este reconhecimento do Iphan e do Ministério da Cultura, que tornam esta casa um patrimônio histórico do Brasil. Para a Bahia é algo grandioso”.
O babalorixá do Ilê Axé Oxumaré, Silvanilton Encarnação da Mata, o Baba Pecê, afirma que o tombamento é um reconhecimento nacional de um esforço cotidiano do terreiro e dos seus frequentadores para quebrar preconceitos e disseminar o respeito entre as religiões. Ressaltou, no entanto, que é mais uma etapa vencida de uma luta que está longe de terminar. “Batalhamos dez anos para que tivessemos esse reconhecimento. Somos, assim como muitos outros terreiros, um espaço  que tem o objetivo de acolher a todos, de ajudar, de incentivar e dar acalento. Nosso cotidiano, nosso dia-a-dia é a continuação da resistência do povo negro, do povo que teve papel fundamental na civilização de nosso país. Dentro dessa casa, todos os dias discutimos como combater o racismo, como  preservar a cultura afro-brasileira.E fazemos isso por amor ao próximo. A nossa luta, na verdade, está recomeçando”.
Babá Pecê espera que o tombamento incentive o Iphan a tornar patrimônio nacional outros espaços religiosos, que ao longo dos anos exercem atividades e ações que coloaboram com a promoção da igualdade racial, da união e da fraternidade.
O secretário Elias Sampaio lembrou que  esta é uma demonstração de que o governo federal, em parceria com o governo estadual, sempre teve conhecimento da importância dos terreiros de candomblé na construção de uma sociedade sem desigualdade racial e sem intolerância religiosa. “O tombamento é um reflexo do esforço que temos pela garantia de direitos  e pela valorização da cultura afro-brasileira, cujo papel civilizatório no nosso país foi fundamental. Muito além da religião, são espaços que desenvolvem ações sociais visando promover a igualdade”, afirmou.
Baba Pecé destaca, por exemplo, o compromisso social como slogan e afirma que todos na casa estão cientes dos seus papéis político-social. Todo ano são realizadas diversas atividades como oficinas, debates e diálogos sobre  temas referentes ao promoção da igualdade racial, valorizaçao da cultura afro-brasileira e ensino da História da Àfrica para crianças. Em 2013, por exemplo, ocorreu no Ilê Axé Oxumaré uma roda de diálogos sobre o planejamento da cidade e a conjuntura econômica do país. Os debates fizeram parte do Curso Participação Cidadã e Controle Social, organizado pelo Movimento Vozes de Salvador e a Rede de Profissionais Solidários pela Cidadania.
De acordo com Babá Pecê todos precisam ficar atentos sobre o que acontece na sua cidade e por isso aconcedeu autorização para que os debates ocorressem no espaço. “Babá Pecê é um sacerdote que tem uma visão macro. Ele traz para o candomblé discussões que são contemporâneas porque valoriza o conhecimento como instrumento de mudança”, declarou Ordep Serra, em um dos ciclos ocorridos.
A ministra Marta Suplicy disse que o tombamento é um processo complexo. “Este terreiro é algo que vai além da religião, faz parte da história do Brasil, é um lugar de resistência da cultura afrobrasileira”. O Ylê Axé Oxumarê é um dos sete terreiros já tombados no Brasil, dos quais seis estão na Bahia – Casa Branca, Ilê Axé Opô Afonjá, Gantois, Alaketu e Bate-folha – e um em São Luís do Maranhão, o Casa das Minas Jejê.
oxumare alegriaAdeptos do candomblé, filhas e filhos-de-santo do Oxumarê festejam o tombamento do terreiro que existe há mais de 180 anos
Legado ancestral
O Ilé Òsùmàrè Aràká Àse Ògòdó, conhecido como Casa de Òsùmàrè, foi fundado há 180 anos e há 110 está localizado na Federação, sendo um dos mais antigos e tradicionais terreiros de candomblé da Bahia. Ao longo de sua história, contribuiu de modo significativo para preservar e difundir a cultura africana no Brasil.
Guardiã e detentora de tradição milenar, a casa perpetua o legado ancestral do culto aos Òrìsà, lançando as sementes do que hoje representa o candomblé para o país e o mundo. Faz parte do panteão das casas matrizes responsáveis pela construção da religiosidade afro-brasileira.
A história da Casa de Òsùmàrè remete à formação do candomblé no Brasil. Sua origem remonta ao início do século 19 e foi marcada pela luta e resistência de africanos escravizados que, obrigados a abandonarem suas terras e laços familiares, não renunciaram a sua cultura e fé.
Em 15 de abril de 2002, a Fundação Cultural Palmares reconheceu a Casa de Òsùmàrè como território cultural afro-brasileiro, atestando sua permanente contribuição pela preservação da história dos povos africanos no Brasil. Dois anos depois, em 15 de dezembro de 2004, foi registrado em livro de tombo do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) como patrimônio material e imaterial do Estado.

Fonte: http://www.portalafricas.com.br/casa-de-oxumare-festeja-tombamento-pelo-iphan-e-ganha-placa-comemorativa/#.UtgOKNKwJSQ

    Casa de Oxumarê festeja tombamento pelo Iphan e ganha placa comemorativa. Com 180 anos de existência, o terreiro de candomblé Ilê Axé Oxumarê, localizado no bairro da Federação, em Salvador, ganhou nesta quarta-feira (15) a placa comemorativa do reconhecimento do espaço como patrimônio do Brasil. Um dos mais antigos centros de culto afro-brasileiro, ele foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em novembro de 2013. A cerimônia teve a presença de religiosos e autoridades baianas e nacionais e filhos e filhas-de-santo da casa. Prestigiaram o momento, comemorado com muito axé, o governador Jaques Wagner; a primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça; a ministra da Cultura, Marta Suplicy; a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros; o secretário estadual de Promoção da Igualdade Racial, Elias Sampaio; dentre outras autoridades e convidados. Para o governador, é difícil mensurar a importância do tombamento de um terreiro como o Casa de Oxumarê, que reúne pessoas dedicadas à manutenção da religião e da cultura africana, promovendo dentro da Casa e fora dela a igualdade racial, a diversidade religiosa e a paz como instrumentos para uma sociedade pacífica e harmoniosa. “E agora este terreiro tem este reconhecimento do Iphan e do Ministério da Cultura, que tornam esta casa um patrimônio histórico do Brasil. Para a Bahia é algo grandioso”. O babalorixá do Ilê Axé Oxumaré, Silvanilton Encarnação da Mata, o Baba Pecê, afirma que o tombamento é um reconhecimento nacional de um esforço cotidiano do terreiro e dos seus frequentadores para quebrar preconceitos e disseminar o respeito entre as religiões. Ressaltou, no entanto, que é mais uma etapa vencida de uma luta que está longe de terminar. “Batalhamos dez anos para que tivessemos esse reconhecimento. Somos, assim como muitos outros terreiros, um espaço que tem o objetivo de acolher a todos, de ajudar, de incentivar e dar acalento. Nosso cotidiano, nosso dia-a-dia é a continuação da resistência do povo negro, do povo que teve papel fundamental na civilização de nosso país. Dentro dessa casa, todos os dias discutimos como combater o racismo, como preservar a cultura afro-brasileira.E fazemos isso por amor ao próximo. A nossa luta, na verdade, está recomeçando”. Babá Pecê espera que o tombamento incentive o Iphan a tornar patrimônio nacional outros espaços religiosos, que ao longo dos anos exercem atividades e ações que coloaboram com a promoção da igualdade racial, da união e da fraternidade. O secretário Elias Sampaio lembrou que esta é uma demonstração de que o governo federal, em parceria com o governo estadual, sempre teve conhecimento da importância dos terreiros de candomblé na construção de uma sociedade sem desigualdade racial e sem intolerância religiosa. “O tombamento é um reflexo do esforço que temos pela garantia de direitos e pela valorização da cultura afro-brasileira, cujo papel civilizatório no nosso país foi fundamental. Muito além da religião, são espaços que desenvolvem ações sociais visando promover a igualdade”, afirmou. Baba Pecé destaca, por exemplo, o compromisso social como slogan e afirma que todos na casa estão cientes dos seus papéis político-social. Todo ano são realizadas diversas atividades como oficinas, debates e diálogos sobre temas referentes ao promoção da igualdade racial, valorizaçao da cultura afro-brasileira e ensino da História da Àfrica para crianças. Em 2013, por exemplo, ocorreu no Ilê Axé Oxumaré uma roda de diálogos sobre o planejamento da cidade e a conjuntura econômica do país. Os debates fizeram parte do Curso Participação Cidadã e Controle Social, organizado pelo Movimento Vozes de Salvador e a Rede de Profissionais Solidários pela Cidadania. De acordo com Babá Pecê todos precisam ficar atentos sobre o que acontece na sua cidade e por isso aconcedeu autorização para que os debates ocorressem no espaço. “Babá Pecê é um sacerdote que tem uma visão macro. Ele traz para o candomblé discussões que são contemporâneas porque valoriza o conhecimento como instrumento de mudança”, declarou Ordep Serra, em um dos ciclos ocorridos. A ministra Marta Suplicy disse que o tombamento é um processo complexo. “Este terreiro é algo que vai além da religião, faz parte da história do Brasil, é um lugar de resistência da cultura afrobrasileira”. O Ylê Axé Oxumarê é um dos sete terreiros já tombados no Brasil, dos quais seis estão na Bahia – Casa Branca, Ilê Axé Opô Afonjá, Gantois, Alaketu e Bate-folha – e um em São Luís do Maranhão, o Casa das Minas Jejê. oxumare alegriaAdeptos do candomblé, filhas e filhos-de-santo do Oxumarê festejam o tombamento do terreiro que existe há mais de 180 anos Legado ancestral O Ilé Òsùmàrè Aràká Àse Ògòdó, conhecido como Casa de Òsùmàrè, foi fundado há 180 anos e há 110 está localizado na Federação, sendo um dos mais antigos e tradicionais terreiros de candomblé da Bahia. Ao longo de sua história, contribuiu de modo significativo para preservar e difundir a cultura africana no Brasil. Guardiã e detentora de tradição milenar, a casa perpetua o legado ancestral do culto aos Òrìsà, lançando as sementes do que hoje representa o candomblé para o país e o mundo. Faz parte do panteão das casas matrizes responsáveis pela construção da religiosidade afro-brasileira. A história da Casa de Òsùmàrè remete à formação do candomblé no Brasil. Sua origem remonta ao início do século 19 e foi marcada pela luta e resistência de africanos escravizados que, obrigados a abandonarem suas terras e laços familiares, não renunciaram a sua cultura e fé. Em 15 de abril de 2002, a Fundação Cultural Palmares reconheceu a Casa de Òsùmàrè como território cultural afro-brasileiro, atestando sua permanente contribuição pela preservação da história dos povos africanos no Brasil. Dois anos depois, em 15 de dezembro de 2004, foi registrado em livro de tombo do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) como patrimônio material e imaterial do Estado. Fonte: http://www.portalafricas.com.br/casa-de-oxumare-festeja-tombamento-pelo-iphan-e-ganha-placa-comemorativa/#.UtgOKNKwJSQ